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Ponte Frei Paolino: Retirada de destroços de estrutura que desabou não tem data definida no Acre

Veja o antes e depois de ponte que desabou com quatro pessoas no Acre
Mais de duas semanas após o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no interior do Acre, ainda não há previsão de retirada dos destroços da estrutura e liberação da passagem no rio pelo trecho por onde a travessia ficava.
A ponte desabou na noite do último dia 5 com quatro pessoas sobre a estrutura. O local estava interditado desde o dia anterior por apresentar risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda.

Na decisão, também foi fixada multas diárias que somam R$ 200 mil, em caso de descumprimento.

Entulhos da Ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou no Acre, seguem sem previsão de retirada Alissson Oliveira/Secom
Bens da construtora bloqueados
No dia 12 de junho, a Justiça do Acre determinou o bloqueio de bens da Construtora Cidade, responsável pela construção da ponte. A medida atende a uma ação cautelar antecedente com pedido de tutela de urgência apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) na Vara Cível de Sena Madureira.
O objetivo é garantir recursos que possam ser utilizados na reparação dos danos causados pelo desabamento da estrutura. O bloqueio foi fixado em até R$ 36 milhões, valor correspondente ao custo da obra.
A decisão também manteve a suspensão de contratos e pagamentos do governo estadual à empresa, medida adotada pelo Estado desde o dia 6 de junho.
VÍDEO mostra momento em que ponte desaba no interior do Acre
Além disso, a Justiça determinou a preservação de documentos e provas relacionados à construção da ponte, incluindo projetos, relatórios de fiscalização, medições e demais registros técnicos. O Estado também deverá apresentar, em até 15 dias, as apólices de seguro da obra e informações sobre eventual comunicação do sinistro à seguradora.
Outra determinação estabelece prazo de 30 dias para a apresentação do laudo oficial sobre as causas do desabamento, além do laudo de dano ambiental elaborado pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre.
No mesmo prazo, a construtora e o Estado deverão apresentar um plano de trabalho com cronograma para a retirada dos escombros e reconstrução da ponte. O governo também deverá detalhar ações emergenciais para garantir a manutenção da Estrada Mário Lobão.
Entenda o caso
A Ponte Frei Paolino Baldassari foi inaugurada no dia 19 de dezembro de 2023 e tinha 232 metros de extensão. Executada pela construtora Cidade Ltda, a obra custou mais de R$ 36 milhões. Conforme o Corpo de Bombeiros, a parte da estrutura que ruiu corresponde a 60% da extensão, o que dá cerca de 139 metros.
Ponte Frei Paolino Baldassari estava interditada no dia anterior a queda Pedro Devani/Secom
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente, enquanto o Ministério Público do Acre (MP-AC) abriu procedimento e solicitou uma perícia ao DNIT para verificar se houve falhas no projeto, na execução da obra ou nos materiais utilizados.
Após o desabamento, a Justiça determinou que a Construtora Cidade Ltda. responsável pela obra, adotasse medidas emergenciais para reduzir os riscos à população, sob pena de multa diária. A empresa informou que havia identificado rachaduras e movimentações no solo dias antes do acidente e recomendado a interdição da ponte.
Segundo a construtora, o desabamento foi provocado pelo fenômeno conhecido como "terras caídas", processo de erosão das margens dos rios comum na região amazônica.
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