Cevada, principal cutivo agrícola da Escócia, é base do uísque escocês.
Adam Jaime/Unplash
O Brasil e a Escócia se enfrentam nesta quarta-feira (24) nos jogos da Copa do Mundo, em Miami. Fora do gramado, os dois países também têm diferenças marcantes quando o assunto é agricultura e produção de alimentos.
De um lado, está o Brasil: uma potência tropical do agronegócio, grande exportadora de grãos, carnes, café e açúcar, mas também responsável por abastecer um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Do outro, a Escócia, um país de clima frio e relevos montanhosos, cuja produção agropecuária é voltada principalmente a um mercado doméstico de cerca de 5,5 milhões de habitantes — uma população 36 vezes menor que a brasileira.
Ainda assim, o país mantém setores exportadores relevantes, caso da indústria do uísque.
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Na agricultura.
Enquanto no Brasil a produção agrícola é liderada por culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e café, na Escócia os principais cultivos são a cevada e o trigo, segundo dados do governo escocês, publicados no Relatório de Estimativas da Renda da Agricultura em 2025 (Total income from farming estimates: 2025).
Na Escócia, a cevada tem papel central na agricultura e na economia. Principal cereal cultivado no país, ela abastece cadeias produtivas como as de cerveja, malte e uísque.
A maior parte da produção é de spring barley (cevada de primavera), semeada geralmente em março. Segundo o governo escocês, a maior parte da cevada cultivada no país pertence a essa variedade, amplamente utilizada na fabricação do malte que dá origem ao tradicional uísque escocês.
Se a cevada está intimamente ligada à produção de uísque, o trigo cumpre uma função mais próxima da segurança alimentar na Escócia. O cereal é cultivado principalmente nas regiões agrícolas do leste do país e abastece a indústria de alimentos e a produção de ração animal.
Na pecuária.
Assim como no Brasil, a pecuária bovina é uma das bases da economia escocesa. Mas a diferença está na escala: enquanto o rebanho brasileiro ultrapassa 230 milhões de cabeças, a Escócia possui cerca de 1,7 milhão de bovinos, segundo dados do IBGE e do Scottish Agricultural Census 2025.
Além disso, o Brasil é o maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, abastecendo tanto o mercado interno quanto consumidores em centenas de países. Na Escócia, por sua vez, a pecuária é voltada principalmente ao mercado doméstico.
Se os bovinos dominam a paisagem pecuária brasileira, na Escócia são as ovelhas que ocupam o protagonismo. Em 2025, o país tinha cerca de 6,5 milhões de ovinos, quase quatro vezes mais do que seu rebanho bovino, estimado em 1,7 milhão de cabeças.
Símbolo do campo escocês, as ovelhas estão espalhadas pelas Highlands e por outras regiões de relevo acidentado, onde as condições naturais favorecem a criação extensiva.
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