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Fuga de empresária apontada como lobista antes de operação levanta suspeita de vazamento de informações, diz delegado

Polícia Civil suspeita de vazamento em operação das UPAs
A fuga da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva minutos antes da operação da Polícia Civil, que investigou o contrato de terceirização das UPAs de Palmas, levantou suspeitas sobre um possível vazamento de informações sigilosas. Segundo o delegado Romeu Fernandes, a suposta lobista deixou a residência 14 minutos antes da chegada da equipe policial.
"Nos chamou a atenção porque acompanhávamos toda a rotina dela. Sabíamos que não tinha o costume de sair muito cedo de casa e, coincidentemente, no dia do cumprimento do mandado de prisão, saiu de madrugada, por volta das 5h47, cerca de 14 minutos antes da equipe chegar. É algo que precisa ser aprofundado. Ainda não temos uma conclusão definitiva, mas certamente é um indicativo de possível vazamento de informações sigilosas", explicou.
A investigação apontou indícios de fraude no processo de contratação, possível desvio de recursos públicos e atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para viabilizar a parceria entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O contrato, firmado sem licitação, prevê o repasse de R$ 139 milhões.
Nesta terça-feira (23), uma decisão cautelar do Tribunal de Contas Estadual do Tocantins determinou a suspensão do contrato.

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