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Copa de 2026 pode ser a mais poluente da história, com 7,8 milhões de toneladas de CO₂

Esta Copa será a mais poluente da história?
Uma coisa que quase ninguém está falando é sobre o impacto desta Copa do Mundo para o meio ambiente. Estimativas apontam que esta vai ser a Copa mais poluente da história.

Desta vez, são 48 seleções em vez de 32, com jogos espalhados por 16 cidades em três países, o que significa muitas viagens de avião e muitas emissões. Segundo estimativas, esta Copa pode gerar 7,8 milhões de toneladas de CO2. Isso é basicamente o que o Paraguai emite em um ano. Ou o mesmo que 1,7 milhão de carros.

É esperado que esta Copa tenha o dobro do custo climático que teve a do Catar em 2022. E, diferente da última edição, desta vez não foram nem construídos novos estádios – o que já foi bem poluente em Mundiais passados.

Mas a expansão para mais seleções e a distribuição das partidas por cidades distantes simplesmente aumentaram o custo ambiental total. O próprio presidente da Fifa está usando um jatinho para assistir a dois jogos por dia. Em 2021, a entidade se comprometeu a zerar suas emissões de carbono até 2040. Questionada pela DW se essa meta ainda é realista, a Fifa não respondeu. A entidade disse que "gerenciar as emissões ligadas a voos continua sendo um dos desafios de sustentabilidade mais complexos para os organizadores de eventos".

E afirmou que, nesta Copa, iria controlar as emissões promovendo o transporte público e o uso de veículos híbridos, além de plantar árvores em larga escala. Mas, para críticos, a Fifa não está tendo como prioridade reduzir seu impacto ambiental negativo. E, além dos inúmeros voos, tem mais uma parte que pouco é falada: a pegada de carbono digital do torneio, que também está crescendo.

É que a transmissão dos jogos e os dispositivos usados para assistir à Copa e também para as bets geram um consumo de energia enorme ao redor do mundo. Estádio em Atlanta antes de República Tcheca e da África do Sul pela Copa do Mundo de 2026
Claudia Greco/Reuters

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