Justiça determina que prefeitura apresente plano para afastar urubus do aeroporto
Na aviação, a colisão de aeronaves com pássaros durante a decolagem, pouso ou durante o voo é chamada de bird strike. Em Goiânia, os urubus que sobrevoam o Aterro Sanitário causam riscos para as aeronaves no Aeroporto Internacional Santa Genoveva e no Aeródromo Nacional de Aviação, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), que move uma ação contra o município (veja o vídeo acima).
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia para um posicionamento e aguarda retorno.
De acordo com a TV Anhanguera, os pássaros sobrevoam o céu constantemente perto do aeroporto e do aeroclube. Segundo o piloto Luíz Antônio Vieira, às vezes os animais formam “nuvens” tamanha a quantidade de aves. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
“Os urubus ficam de 6 a 7 mil pés para baixo. Exatamente no momento de aproximação final para o pouso ou logo após a decolagem”, explicou.
Entenda o que é bird strike e os riscos em Goiânia, Goiás
José Cruz/Agência Brasil
O risco de acidentes aéreos é um dos tópicos da ação civil pública movida pela Abrema, que também destaca os impactos ambientais no solo, na água e no ar decorrentes da operação do aterro.
“Pousos forçados, estragos na fuselagem, atraso de voos e, claro, pode acontecer um acidente maior se os animais se aproximarem dos motores, o que pode gerar mortes em decorrência disso”, explicou. Uma decisão judicial determinou a elaboração e execução imediata de um Plano de Gerenciamento de Risco Aviário (PGRA), com monitoramento sistemático e espantamento das aves.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, medidas de mitigação incluem: Monitoramento da fauna para evitar aproximação;
Gestão ambiental com modificação de habitats nos arredores para torná-los menos atrativos para as aves;
Tecnologias de detecção com uso de radares e outros dispositivos para evitar colisões; Uso de aves de rapina, gaviões treinados para afastar pássaros grandes, como urubus e carcarás.
Para a Abrema, a solução definitiva é o fechamento do aterro e a abertura de um outro local onde o cobrimento dos resíduos terá uma frequência que impede a chegada das aves. "Ali não é possível licenciar, segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás”, explicou.
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