Estudante de 14 anos apaixonado por paleontologia dá palestras sobre dinossauros
A relação da cidade de Marília (SP) com épocas pré-históricas teria começado há 140 milhões de anos, já que o local pode ter abrigado um possível vale de dinossauros. Isso explica a paixão de muitos moradores pelo assunto.
Um deles é o estudante Miguel Duarte Soares, que costuma até realizar palestras para divulgar os seus conhecimentos sobre o tema.
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Em entrevista ao g1, o aluno de 14 anos, que também cria conteúdos nas redes sociais, contou como prepara as apresentações para os colegas de classe.
Ele explica que o contato com os dinossauros começou ainda criança, quando os pais trabalhavam com decorações de festas. Em uma das ocasiões, a confraternização tinha como tema os répteis pré-históricos.
"Eu comecei a gostar de dinossauros quando tinha três anos", conta. O jovem, então, passou a colecionar brinquedos, o que despertou nele o desejo de ser paleontólogo.
"Quero seguir essa carreira não só em Marília, mas para lugares de fora do estado e do país", afirma o estudante do nono ano.
Inspirações e palestras Miguel Duarte com William Nava, um dos paleontólogos mais expressivos de Marília (SP)
Arquivo pessoal
Para os estudos, Miguel tem como referência William Roberto Nava, um dos paleontólogos mais expressivos de Marília, e o biólogo Richard Rasmussen, que tem milhares de seguidores nas redes sociais e é famoso pelos vídeos de expedições em locais de natureza selvagem.
O adolescente cria as suas apresentações com pesquisas baseadas em artigos científicos de especialistas.
'Eu pego meu computador e faço os slides, pesquiso sobre o que vou falar. Geralmente é sobre paleontologia em geral. Gosto de deixar os slides bem bonitos e informativos", revela.
Miguel Duarte ensinando sobre dinossauros para outros alunos
Arquivo pessoal
O professor do jovem notou a afinidade e o encorajou a tratar o tema de maneira didática. "Trouxe o Miguel para participar das aulas de história e compartilhar conhecimento com os alunos do sexto ano e o incentivei a divulgar o projeto", explica Jackson Brasil Gomes.
E tudo começou quando o menino se prontificou a ajudar a mãe, que também é professora, e se viu diante da dificuldade de abordar o tema em sala de aula. Por sugestão de Jackson, Miguel preparou o conteúdo.
"Ela ficou desesperada, pois não tinha domínio de conteúdo. Comentou em casa como poderia fazer e prontamente Miguel disse: 'Se quiser, posso ir dar uma palestra, estou estudando bastante'", conta.





