O setor da construção civil brasileira, historicamente resiliente a oscilações de mercado, enfrenta um novo desafio logístico e financeiro: o aumento expressivo no valor das resinas plásticas. O reflexo direto disso nos canteiros de obras é a substituição do tradicional plástico bolha e das lonas de polietileno por soluções alternativas na proteção de pisos e acabamentos.
O movimento, que começou como uma estratégia de contenção de despesas, está revelando benefícios que vão além do financeiro, incluindo ganho em eficiência e sustentabilidade. Segundo dados do setor, o custo dos polímeros plásticos sofreu pressões inflacionárias devido à alta das commodities e dos custos de energia, elevando o orçamento final das etapas de acabamento em grandes empreendimentos.
Economia através da durabilidade
Diferente do plástico, que muitas vezes é descartável e possui baixa resistência a impactos pesados ou circulação intensa de maquinário, os novos materiais que ganham espaço nas obras oferecem uma vida útil superior.
“O plástico bolha ainda acoplado com papel fino de Kraft, embora hoje seja o mais lembrado na área de construção, tem um custo oculto alto. Ele rasga facilmente, exige trocas constantes e gera um volume imenso de lixo. Ao migrar para protetor de piso mais robustos como da Proteforte, o custo-benefício se inverte: gasta-se menos por metro quadrado protegido ao longo de toda a execução do serviço”, explica Mateus Pellegrinello – Anteus Construtora e Incorporadora – engenheiro civil e socio.
O fator ESG e a redução de resíduos
Além da economia direta no bolso, a substituição do plástico está alinhada às práticas de ESG (Environmental, Social and Governance). O setor da construção é um dos maiores geradores de resíduos sólidos no mundo, e a redução do uso de plásticos de uso único é uma meta prioritária para empresas que buscam certificações de sustentabilidade, como o selo LEED ou AQUA. As alternativas reduzem o impacto ambiental da obra e simplificam o processo de limpeza e descarte final, gerando uma segunda camada de economia logística.
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