Alunos da rede municipal de ensino na sala de aula
SME/Divulgação
A Prefeitura do Rio sancionou a Lei nº 9.450/2026, que cria o Programa Investidor do Amanhã e prevê ações de educação financeira nas escolas municipais.
Publicada na segunda-feira (15), a norma tem como objetivo capacitar os alunos para a tomada de decisões financeiras conscientes, além de alertar sobre golpes e a importância da proteção dos dados pessoais.
A proposta foi elaborada inicialmente pela Câmara Juvenil do Parlamento Carioca e, posteriormente, aperfeiçoada pelos vereadores Átila Nunes (PSD) e Marcio Ribeiro (PSD), que incluíram metodologias modernas de aprendizagem.
Coautor da lei, Átila Nunes afirma que a iniciativa pretende preparar os estudantes para lidar com questões que fazem parte do cotidiano financeiro.
“Então, a nossa expectativa é que a Secretaria de Educação abrace essa iniciativa e que, a partir de agora, nós possamos iniciar um trabalho dentro da rede municipal de educação, preparar os alunos para que eles tenham uma noção melhor de tudo que envolve economia, endividamento, financiamento e a própria noção de investimento."
"O ideal é que a gente possa sair de uma sociedade endividada para uma sociedade que tenha noção do custo do dinheiro", acrescentou.
Atualmente, cerca de 160 escolas oferecem aulas de educação financeira integradas às aulas de matemática para estudantes do 4º ao 6º ano. Os alunos utilizam o material didático “Aprendendo a lidar com dinheiro”, enquanto os professores recebem formação específica.
A pasta informou ainda que o tema também é abordado de forma transversal no material Rioeduca, por meio de conteúdos sobre educação fiscal, controle social e cidadania. A rede municipal também aderiu ao programa “Na Ponta do Lápis”, do Ministério da Educação.
Na rede estadual, a Secretaria de Estado de Educação informou que a educação financeira vem sendo implementada por meio do mesmo programa federal.
O g1 apurou que profissionais de educação do município estão estudando as formas de implementação desta legislação.
Para Átila Nunes, a expectativa é que a nova política pública contribua para formar uma geração mais preparada para administrar a própria renda
“Acho que o primeiro passo que a gente espera é que a gente tenha uma nova geração muito mais consciente com a administração dos seus recursos, da sua renda, e que a gente possa ter uma geração muito menos endividada.”
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