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Primeiro-ministro do Reino Unido deve renunciar na segunda (22), diz jornal britânico

Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, no Parlamento britânico para discurso do rei Charles III em 13 de maio de 2026.
REUTERS/Toby Melville/Pool
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciará ao cargo na segunda-feira (22) e apresentará um cronograma para sua saída, informou o jornal The Observer neste sábado (20).
Segundo o jornal, Starmer chegou à conclusão de que sua posição não é mais sustentável após conversar com ministros do gabinete, assessores, doadores e líderes sindicais, e está discutindo o assunto com sua esposa em sua residência de campo em Chequers antes de tomar uma decisão final.
Um membro da Câmara dos Lordes pelo Partido Trabalhista, próximo ao primeiro-ministro, afirmou ao Observer que Starmer não criará um vácuo de poder abandonando o cargo. De acordo com ele, será "uma saída lenta e deliberada, por uma questão de dever e dignidade".
"Acho que ele entende a realidade. Impedir o 'caos' (como ele bem disse) não é mais possível permanecendo no cargo, então só resta uma opção. Acho que ele chegou à conclusão de que essa é a opção correta para servir ao país e ao partido", declarou o político, de forma anônima.
Outra figura importante do Partido Trabalhista disse que o primeiro-ministro agora parece "resignado" a renunciar.

"Ele se deparou com a dura realidade de que não há apoio. A verdade é que todos sabem que essa proposta não é mais sustentável. Há tristeza em tudo isso, é claro, mas às vezes há inevitabilidade na política e, como disse Boris Johnson, 'Quando a manada se move, ela se move'", disse a fonte ao jornal.
De acordo com um ministro do gabinete de Starmer, que falou de forma anônima, o premiê britânico está "lidando com as coisas com calma" após uma série de conversas muito pessoais com seus aliados mais próximos nos últimos dias.
"Ele só quer fazer o que é certo para o país e, tendo conversado com as pessoas que queria, agora está passando um tempo de qualidade com seu conselheiro mais importante – Vic", contou, referindo-se à esposa de Starmer, Victoria.
No dia 18 de maio, Starmer afirmou que seu tempo como líder do país não havia acabado e que não abandonaria o cargo.

"Não vou desistir", disse Starmer.
Questionado se seu mandato como primeiro-ministro havia terminado, Starmer, respondeu que não. "Precisamos mostrar que podemos reverter a situação", comentou o político.

Starmer enfrenta uma grave crise em seu governo, o que também incluiu pedidos de membros de seu partido pela renúncia. Na última terça-feira (12), quatro ministros pediram demissão do cargo, e quase 80 parlamentares pediram, em carta, que o premiê renunciasse.
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Neste sábado (16), duas grandes manifestações tomaram as ruas de Londres: o movimento "Una o Reino", organizado pelo ativista político ultradireitista Tommy Robinson, e um ato em prol dos palestinos que foram deslocados pela guerra Árabe-Israelense de 1948.
Empunhando bandeiras do Reino Unido e vestindo bonés com a frase "Make England Great Again (Mega)", milhares de manifestantes de extrema-direita se concentraram na Praça do Parlamento e protestaram contra o que entendem ser um aumento da discriminação contra pessoas brancas no país.
* Com informações da Reuters

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