PF diz que Jaques Wagner recebeu ‘vantagens econômicas indevidas’
Parlamentares da oposição e da base governista, políticos e ministros do governo Lula repercutiram nesta quinta-feira (18) a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou solidariedade ao petista e disse que ninguém pode ser considerado condenado antes da conclusão de um processo penal com o trânsito em julgado – quando não cabem mais recursos contra a condenação.
"A operação desta quinta, um colega nosso que respeitamos, que teve legitimidade do voto popular. Precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados, isso é normal no estado democrático de direito. Mas todos tem que ter a presunção de inocência. Seja ele senador ou deputado federal do PT, ou seja ele senador ou deputado federal do PL", afirmou Alcolumbre.
"Um homem público, quando sofre uma operação, ele já está condenado para a opinião pública. Esse mantra de que todo mundo é culpado antes que se prove o contrário está errado no Brasil. Minha solidariedade integral a um colega senador da República", completou o senador do Amapá.
Carlos Viana (PSD-MG), parlamentar que faz oposição ao governo Lula no Senado e presidiu a CPMI do INSS, foi outro que comentou a operação contra Jaques Wagner. O congressista elogiou a conduta do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso Master na Corte.
"[A investigação] avançou contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, o senador do PT da Bahia, o berço do Master. A Polícia Federal deflagrou a operação, e o nome do líder de Lula apareceu no centro do escândalo: apartamento de luxo em Salvador, voos nos jatos de Vorcaro e milhões parando na conta da família", afirmou Viana.
Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi relator da CPMI do INSS, disse que a "verdade" sobre irregularidades do caso Master "está aparecendo".
"O tempo vai passando, e a verdade vai aparecendo. Hoje, a Polícia Federal, por determinação do ministro do STF André Mendonça, deflagrou uma operação que teve como alvo o senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Lembra do senador? Ele, que está sendo citado nas investigações por receber propina, é o mesmo que tentou acabar com o nosso trabalho na CPMI do INSS", afirmou.
Jaques 'esclarecerá' os fatos, diz presidente do PT
Edinho Silva, presidente nacional do PT, saiu em defesa de Jaques Wagner, em quem afirma confiar. Também disse que o correligionário "esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência".
“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados", disse Edinho.
"Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência", emendou o presidente nacional do PT.
Na mesma linha, Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, disse que o escândalo Master tem origem no governo Jair Bolsonaro e destacou a relação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
"Quem é íntimo de Daniel Vorcaro, visitou mesmo após a prisão e tem ele como um 'irmão' é Flávio Bolsonaro. Quem recebeu milhões de reais deste esquema foi a família Bolsonaro. A tentativa de equiparar essas relações e falsamente criar a ideia de que o escândalo BolsoMaster atinge igualmente todos os campos políticos brasileiros é inócua e revela o grau de desespero de Flávio", disse Valadares.
Senador Jaques Wagner (PT-BA)
Andressa Anholete/Agência Senado





