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Da lavoura ao comércio: a imigração japonesa ajudou a moldar o desenvolvimento do Oeste Paulista

"O loteamento foi feito pelo Sugawara, porque ele ia vendendo para os japoneses. Principalmente, muitos japoneses, para ajudá-lo, compraram muitos lotes lá e depois foi vendendo", explicou o historiador.
Com isso, embora parte da história desses pioneiros tenha poucos registros oficiais, Benjamin afirma que muitos deles participaram diretamente da construção econômica e social da cidade.
Entre os homenageados está Iwao Ban, lembrado como um dos taxistas mais conhecidos da cidade. Já Kenji Sato Miura ficou conhecido pela atuação na agricultura e no setor atacadista da região, enquanto Takao Harada é lembrado como pioneiro e proprietário de terras.

Os demais nomes, Hekishi Koyanagui, Maisushiro Ubukata e Kameichi Tarumoto, também representam famílias que participaram da formação da comunidade nipo-brasileira prudentina, embora tenha poucos registros históricos sobre suas trajetórias individuais.

Trabalho e integração
Legado da imigração japonesa permanece vivo em Presidente Prudente (SP)
Livro Raízes Prudentinas/Reprodução
Em um dos trechos do livro de Benjamin Resende, ele cita que os primeiros contatos entre brasileiros e japoneses ocorreram ainda na década de 1930, quando famílias passaram a conviver nas propriedades rurais da região.
O historiador descreve que a dedicação ao trabalho impressionava os brasileiros: "Do cultivo do café à lavoura do algodão, do alvorecer ao entardecer, o trabalho era contínuo".
Ainda conforme a obra, os primeiros japoneses chegaram a Presidente Prudente em 1918, trabalhando na construção da Estrada de Ferro Sorocabana.

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