Reuters
Os 10% de pessoas que mais consomem no mundo provocam danos ambientais avaliados entre US$ 1,7 trilhão e US$ 5,7 trilhões por ano (algo entre R$ 8,72 trilhões e R$ 29 trilhões, na cotação atual).
“O poder deles de cortar emissões é ainda maior do que a parcela que lhes cabe.”
Hoje, porém, a conta não recai diretamente sobre quem mais consome. “Atualmente, os custos são arcados pelos ecossistemas e pelas comunidades que enfrentam secas e poluição”, disse Behrens.
A pesquisa se apoia no princípio do “poluidor-pagador”, segundo o qual quem causa um dano ambiental deve assumir os custos desse impacto.
Mas os autores fazem uma ressalva: a ideia não é criar uma espécie de “licença para poluir”, em que bastaria pagar para continuar destruindo.
Para eles, a cobrança só faria sentido se viesse acompanhada de medidas para reduzir o dano na origem, sobretudo no consumo de luxo, com regras mais rígidas e fiscalização.
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