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Cristiano Ronaldo, Messi e mais: quais os segredos para continuar como atleta de alto nível até os 40 anos

Máquina do futebol: Como o corpo mantém a alta performance
Diversas características unem os craques Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. A qualidade inegável com a bola; o título de ídolo nos clubes europeus por onde passaram; o papel indispensável em suas respectivas seleções – só para citar algumas.
E um aspecto em específico, que é comum aos dois, parece muitas vezes inatingível a meros mortais: uma performance esportiva de alto nível até a casa dos 40 anos.
➡️Para além de todos os números impressionantes, a dupla vai chegar à Copa do Mundo integrando a lista seleta de jogadores mais velhos a disputar a competição: Cristiano Ronaldo com 41 anos e Messi prestes a completar 39 anos. O croata Luka Modric, já com 40 anos, também deve entrar para esse grupo.
Cristiano Ronaldo vai chegar à Copa do Mundo com 41 anos.
Michael Probst/AP
Mas quais fatores explicam a continuidade da carreira desses atletas até essa idade, ainda em alto nível? E mais: quais os segredos para continuar como jogador de alta performance até os 40 anos?
👉Os especialistas destacam que alguns pontos, que vão estar presentes ao longo dessa matéria, são essenciais para atingir esse resultado:
O papel da genética e a qualidade técnica e tática desses poucos jogadores
A disciplina e a rotina regrada dos atletas
O avanço da medicina do esporte, especialmente da traumatologia
Mas eles relembram que essa característica de longevidade na modalidade ainda é uma exceção entre os atletas. Ou seja, por mais que na Copa do Mundo haja alguns bons exemplos, isso não significa que há uma mudança na idade média dos jogadores, por exemplo.
E por mais que eles possam servir de inspiração para uma vida mais ativa, o esporte de alto rendimento não é regra nem parâmetro para pessoas comuns.

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Evolução da medicina do esporte
Além da composição física desses atletas e da disposição para cuidar do corpo com o objetivo de seguirem ativos pela maior quantidade de tempo possível, um fator externo também é fundamental nesse processo: a evolução da medicina esportiva.
Os especialistas destacam especialmente o ganho tecnológico no campo da traumatologia, que atualmente consegue antecipar o retorno ao esporte após graves lesões.
"Há pouco tempo, muitas lesões para as quais hoje existe um tratamento não eram manejadas corretamente, não existia um protocolo de retorno à prática", explica Gualano.
👉Um desses exemplos são os problemas no menisco. Se antes uma lesão nessa região podia, até, abreviar a carreira de um jogador, hoje ele já fica em pé no mesmo dia, a depender do procedimento realizado.
Hamilton também lembra que o desenvolvimento técnico de equipamentos, como as chuteiras e a bola, o melhor cuidado com os gramados, além de tecnologias como monitoramento de desempenho têm papel importante nessa longevidade no esporte.
Mas, mesmo com todas as evoluções, eles ponderam que não é suficiente para que a atuação em alto nível deixe de ser uma exceção, pelo menos por enquanto.

De forma geral, essas medidas ajudam a proporcionar mais saúde ao longo da carreira, mas não mudam a idade média dos jogadores dentro das competições.
E para o atleta amador, é possível?
Os especialistas são categóricos ao dizer que o esporte de alto nível é um fenômeno totalmente diferente da prática eventual de atividade física, uma vez que o foco é performance e não necessariamente saúde.
"Considerando a carga de treinamento à qual se submetem os atletas, treinamento e competição, o risco de lesões, o estresse psicológico, as restrições dietéticas, não dá para imaginar que o esporte é um tipo de saúde perfeito e de longevidade", analisa Gualano.
Assim, a determinação desses jogadores pode servir de inspiração para uma vida mais ativa, mas não pode ser levada como regra por um atleta amador.
"As pessoas querem treinar como atletas, sendo que elas têm vidas além disso, tem trabalhos CLT, se deslocam para isso. [.] A gente tem que lembrar que esses atletas se tratam de exceções, com características peculiares, e que isso não deve ser um modelo a ser seguido", alerta Roschel.
A prática de exercício físico é benéfica em todas as idades, mas deve ser feita com orientação profissional, sem excessos e guiada por evidências científicas.

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