Suspeito de manter mulher sob tortura física e sexual por quase duas décadas é preso no AP
Um homem de 42 anos foi preso nesta terça-feira (16), em Santana (AP), suspeito de torturar a companheira de 44 anos por 17 anos. A vítima contou à polícia que era agredida como forma de castigo e que todo o relacionamento foi marcado por violência doméstica.
Segundo a delegada Katiúscia Pinheiro, a violência mais recente aconteceu na madrugada desta terça-feira, com agressões físicas e atos degradantes de natureza sexual. A polícia não divulgou a identidade do suspeito.
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“A vítima chegou à Delegacia de Atendimento à Mulher de Santana relatando que vem sendo submetida pelo esposo a intenso e reiterado sofrimento físico e mental, por meio de humilhações de cunho sexual, ofensas morais e agressões físicas", disse a delegada.
Policiais iniciaram as buscas e prenderam o suspeito dentro da casa do casal. Ele foi enquadrado pelo crime de tortura no contexto de violência doméstica.
A delegada informou que, em 2011, a vítima já havia denunciado casos de tortura, mas não deu continuidade ao processo.
A investigação apontou que o homem praticava tortura psicológica e física. A vítima apresenta cicatrizes no corpo causadas pelas agressões.
Segundo a polícia, as agressões aconteciam na frente dos dois filhos do casal. Em algumas ocasiões, eles tentaram proteger a mãe, mas não conseguiram.
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A prisão aconteceu durante a 2ª fase da Operação Mulher Segura, que reforça a proteção e os direitos das mulheres no Amapá. O suspeito deve passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
Homem foi apresentado na delegacia da mulher em Santana
Polícia Civil/Divulgação
Esse é o segundo caso de tortura contra mulher registrado no Amapá dentro da operação.
No dia 4 de junho, Maída Vaz Fialho, de 31 anos, foi resgatada com dois filhos após viverem 15 anos em cárcere privado em uma comunidade ribeirinha de Macapá.
O resgate ocorreu na comunidade de Rio Fugido, após médicos denunciarem sinais de agressão no corpo da vítima. Segundo a polícia, ao chegar ao local, os agentes foram recebidos a tiros por Vailson Pinheiro de Carvalho, de 34 anos. Houve confronto e o suspeito morreu.
'Me sentindo como um passarinho livre', diz mulher resgatada após ser mantida em cárcere privado por 15 anos no AP
Maída mostra cicatrizes espalhadas pelo corpo, causada por cortes de facão
Maída Vaz Fialho/Arquivo Pessoal
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