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É #FAKE que 232 empresas ‘fugiram’ do Brasil para o Paraguai durante gestão de Haddad no Ministério da Fazenda

Mais de 230 empresas brasileiras chegaram ao Paraguai desde a promulgação da Lei Maquila, de 2007
g1
Circulam nas redes sociais publicações dizendo que mais de 232 empresas "fugiram" do Brasil para o Paraguai durante o atual governo Lula (PT), iniciado em 2023. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são os posts?

Desde 25 de maio, publicações no X e no Instagram exibem fotos do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e uma caixa de texto sobreposta à imagem que diz: "Mais de 232 empresas já fugiram para o Paraguai, expondo o desastre tributário brasileiro".

Em um dos conteúdos com as mesmas alegações, mas feitas em vídeo, o narrador diz: "Para você ter noção, os fornecedores da Nike e da Adidas acabaram de fechar as fábricas no Brasil e instalar no Paraguai. Carstens, até a própria JBS, amiguinha do governo, não conseguiu aguentar aqui. São mais de 232 empresas que saíram com a gestão desastrosa do ministro Fernando Haddad".
Mas isso é enganoso. Dados do governo paraguaio mostram que o número mencionado nas publicações refere-se ao total de empresas brasileiras que passaram a produzir no país vizinho a partir de 2007 (veja detalhes abaixo). Ou seja, o movimento não é restrito à gestão de Haddad, que permaneceu na Fazenda entre 2023 e março de 2026.

As publicações viralizaram após o Poder 360 publicar, em 23 de maio, uma reportagem com o título "Mais de 230 empresas brasileiras já produzem no Paraguai". Na primeira frase, o texto menciona o período considerado no levantamento: "O Paraguai atraiu 232 empresas brasileiras desde 2007 para atuar dentro da Lei de Maquila.".
Em 25 de maio, o Fato ou Fake publicou uma checagem semelhante:
É #FAKE que fabricação de produtos de Adidas, Nike e Umbro vai ser transferida do Brasil para o Paraguai
⚠️ Por que #É FAKE?

Consultada pelo Fato ou Fake por telefone, a Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai desmentiu que o número seja referente ao período do governo atual: "Essas 232 empresas brasileiras não chegaram no Paraguai somente dentro do período do atual governo. Nosso levantamento é baseado em dados publicados pelo Ministério da Indústria e Comércio. São 318 indústrias de diferentes nacionalidades com aprovação para operar no regime de Maquila, desde 2007".

Segundo o levantamento com base em dados do governo paraguaio, o pico de pedidos de empresas brasileiras para operar sob o regime da Lei Maquila ocorreu entre 2016 e 2020, período em que 45 projetos foram aprovados. O Brasil é o país com mais empresas no programa, seguido por Argentina, Países Baixos e Estados Unidos.

Segundo informações do site oficial do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, a Lei Maquilla, assinada em 1997, é "um sistema de produção de bens e prestação de serviços cujo objetivo é promover o desenvolvimento industrial, a geração de emprego formal e o aumento das exportações com valor agregado nacional."
O órgão detalha as principais bases de funcionamento do regime:
Contrato Internacional: "A produção no Paraguai é feita mediante as diretrizes de uma empresa sediada no exterior (chamada de matriz), sob o amparo de um contrato internacional".

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