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Missão no Estreito de Ormuz pode começar de 2 a 3 dias após acordo entre EUA e Irã, diz Macron

Os dois líderes europeus, que reuniram colegas de vários países em uma reunião para debater a questão, anunciaram que uma dúzia de países está pronta para contribuir com recursos para uma missão defensiva destinada a restaurar a liberdade de navegação na rota marítima, por onde passam 20% de toda a produção mundial de petróleo.
"Vamos avançar com isso em uma conferência sobre o plano militar em Londres na próxima semana, onde anunciaremos mais detalhes sobre a composição da missão, e mais de uma dúzia de países já se ofereceram para contribuir com recursos. Reabrir o estreito é uma necessidade global e uma responsabilidade global", disse Starmer a repórteres ao lado dos líderes da França, Alemanha e Itália.
Macron declarou ainda que "nenhuma privatização" da rota marítima será aceita – relatos divulgados pela imprensa dizem que tanto Irã quanto os EUA cogitaram cobrar pedágio pela passagem de embarcações – e que "os acontecimentos recentes são encorajadores, mesmo que devamos manter a prudência".
Macron e Starmer têm liderado esforços internacionais para aumentar a pressão diplomática e econômica sobre o Irã. Starmer acusou o país de “manter a economia mundial refém”. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a tensão ao anunciar um bloqueio retaliatório contra portos iranianos.
Michel Euler/AP
Representantes dos Estados Unidos não estiveram presentes no encontro e o presidente do país, Donald Trump, alfinetou os planos resultantes da cúpula em um post na rede Truth Social:
"Agora que a situação no Estreito de Ormuz acabou, recebi uma ligação da Otan perguntando se precisaríamos de alguma ajuda. Eu disse a eles para ficarem longe, a menos que queiram apenas encher seus navios com petróleo. Eles foram inúteis quando necessário, um tigre de papel!".
Desde o começo da guerra contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, Trump vem fazendo duras críticas à Otan. O presidente norte-americano ficou insatisfeito com a negativa recebida dos outros países da aliança para ajudar no desbloqueio do Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira (15), ele afirmou: "A Otan não esteve lá por nós, e não estará lá por nós no futuro".
No dia 1º de abril, disse que estava considerando 'seriamente' tirar os EUA da Organização do Tratado do Atlântico Norte em entrevista ao jornal britânico "The Telegraph".
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