Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes
O governo federal informou na noite desta segunda-feira (15) que cogita a "remoção" da ponte de onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada sem estar presa às cordas de segurança e morreu durante um salto de rope jump.
A Ponte do Esqueleto, como é conhecida, fica entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP) e pertence ao governo federal. Ela está desativada para o tráfego de veículos há 30 anos e, desde então, acumula uma série de acidentes.
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Nesta segunda-feira (15), a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) teve reuniões com as prefeituras das duas cidades para discutir possíveis medidas relacionadas à ponte.
"A SPU continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser eventual remoção."
Segundo o SPU, as duas prefeituras apoiam a possibilidade de implodir a estrutura desativada.
Os suspeitos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles.
O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. Na visão de João Castro, diante disso, eles devem ser responsabilizados individualmente.
O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade".
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Ponte do Esqueleto em Limeira
Jefferson Barbosa/EPTV
O que dizem as outras autoridades
Prefeitura de Limeira
Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal.
A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou.
"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos).
Prefeitura de Cordeirópolis
Em reunião com a SPU nesta segunda-feira, a Prefeitura de Cordeirópolis defendeu a demolição da Ponte do Esqueleto e garantiu que reforçará o bloqueio à estrutura.
Ministério Público Federal
O Ministério Público Federal (MPF) disse que o processamento e julgamento do caso não ficarão necessariamente na esfera federal somente pelo fato de a área pertencer à União.





