Arábia Saudita mantém monopólio sobre exploração e produção de petróleo porque tem muitas reservas.
AP Antes de a bola rolar hoje entre Arábia Saudita e Uruguai pela Copa do Mundo de 2026, vale um olhar para outro contraste entre as duas seleções — um que não aparece no campo, mas que coloca os dois países em polos opostos quando o assunto é energia e meio ambiente.
A Arábia Saudita é hoje uma das nações mais dependentes de combustíveis fósseis do planeta.
🛢️ Praticamente toda a eletricidade do país vem de gás natural e petróleo, e as renováveis ainda representam uma fração mínima da geração. 🌱 Já o Uruguai caminha na direção contrária: mais de 99% da eletricidade gerada no país vem de fontes limpas, como hidrelétricas, usinas eólicas e biocombustíveis. A solução encontrada foi atrair investimentos privados para projetos eólicos, com contratos de longo prazo que davam segurança para quem investia.
Em poucos anos, a participação da energia eólica na matriz uruguaia deu um salto expressivo, e o país passou de importador a exportador de energia para Brasil e Argentina.
Mas a história não é totalmente simples para nenhum dos dois lados. A Arábia Saudita tem investido em projetos gigantescos de energia solar e hidrogênio verde, parte de um plano que prevê metade da eletricidade vindo de fontes limpas até 2030.
Turbinas eólicas no departamento de Tacuarembó, no norte do Uruguai.
Mx. Granger/Wikimedia Commons
Ainda assim, especialistas avaliam que essa meta está cada vez mais distante da realidade, já que as renováveis seguem representando uma parcela pequena da geração elétrica do país.
Já o Uruguai, apesar de ter praticamente resolvido o problema da eletricidade, enfrenta outro desafio: quando se consideram todas as emissões de gases de efeito estufa — não só as ligadas à energia, mas também à agropecuária —, o país aparece com números bem mais altos.
A pecuária, atividade central da economia uruguaia, é hoje a maior responsável pelas emissões totais do país.





