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Presos por morte em rope jumping não sabem explicar por que jovem caiu sem corda, diz delegada: ‘Desnorteados’

O defensor informou ainda que a atividade deste sábado reunia cerca de 100 participantes e classificou o caso como uma "triste fatalidade", destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes.
Morte registrada em vídeo
Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que testemunhas perceberam que a jovem estava sem o equipamento de segurança (assista acima).
Nas imagens, a vítima foi carregada por três funcionários até a estrutura de salto, localizada na região da Ponte do Esqueleto.

Após ser impulsionada da plataforma, vozes foram ouvidas em tom de desespero. "A corda", gritou uma pessoa. Em seguida, outra voz repetiu: "Gente, a corda".
Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. O g1 entrou em contato com elas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda
Reprodução
'Nunca tinha acontecido'
Os presos relataram à polícia que trabalham com saltos há bastante tempo e que nunca passaram por uma situação parecida.
"Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo", disse Dantas.
A delegada informou que aquele não era o primeiro salto do dia. Segundo os depoimentos, outras pessoas pularam sem problemas antes do acidente.

Terceiro suspeito
O terceiro homem preso alegou que não era responsável por instalar a corda. Ele disse que foi chamado apenas para ajudar na execução do salto. Apesar disso, a Polícia Civil entendeu que ele também tinha condições de notar a falta do equipamento.
"O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada", explicou a delegada.
Dolo eventual
Os três homens que aparecem no vídeo empurrando a vítima foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Isso ocorre quando a polícia entende que a pessoa assumiu o risco de matar, mesmo sem ter a intenção direta.

Para a delegada, a falta de checagem dos equipamentos foi determinante para a morte de Maria Eduarda. "Eles assumiram o risco de produzir o resultado", concluiu.
O caso segue em investigação. A Polícia Civil vai ouvir outras testemunhas e aguarda os laudos da perícia.

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