Jovem completa álbum da Copa do Mundo em uma semana após herdar paixão do pai
A chegada da Copa do Mundo desperta uma corrida contra o tempo para um jovem de 25 anos em Ribeirão Preto (SP). Movido por uma tradição que atravessa gerações na família, o objetivo principal com a coleção de figurinhas do mundial é preencher todos os espaços vazios do livro ilustrado o mais rápido possível.
Na edição deste ano, o colecionador Luiz Otavio Sorrini Junior atingiu a meta e finalizou o desafio em apenas uma semana.
O jovem comprou cerca de 140 pacotinhos de figurinhas, gastando quase mil reais, e aguardou a entrega da versão do álbum em capa dura. Quando o material chegou, o torcedor já tinha todas as imagens prontas e separadas para a colagem.
Após reunir as figurinhas para a própria coleção em tempo recorde, o foco passa a ser outro. O colecionador passa a utilizar as imagens repetidas que sobraram dos pacotes para atuar nas trocas e ajudar parentes e amigos a completarem os respectivos álbuns (entenda abaixo).
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Luiz Otavio Sorrini Junior, de 25 anos, completou o álbum da Copa do Mundo em apenas uma semana em Ribeirão Preto (SP)
Murilo Corazza/g1
Tradição familiar
A paixão pelo futebol e pelas figurinhas vem de berço. Nascido no ano 2000, Junior conta que as primeiras memórias claras da brincadeira datam da Copa de 2006. Na época, a rotina era ditada pelo pai, que já colecionava edições antigas e passou o costume para os mais novos da família, incluindo um primo do filho.
"Ele passava nas bancas, comprava os pacotinhos, chegava em casa de serviço às 18h, a gente sentava na mesa e começava a abrir. Juntava tudo, separava por seleção para poder colar, separava as repetidas e fazia a lista na mão de quantas faltavam e quantas sobravam", relembra Junior.
A dinâmica seguiu com o apoio do pai até 2010. A partir de 2014, o colecionador assumiu o protagonismo da brincadeira e passou a correr atrás das próprias imagens nas bancas e praças da cidade.
Desafio de velocidade
A herança familiar se transformou em uma meta pessoal a cada quatro anos. Movido pela ansiedade que o campeonato gera, ele passou a colecionar sozinho e transformou o passatempo em um desafio de velocidade, o que explica a marca de sete dias atingida na edição atual.
"A gente fica ansioso esperando o momento. A meta é sempre finalizar o mais rápido possível. Quando lança, um já corre atrás para o outro. Esse ano, lançou numa sexta, mas na quinta eu já tinha figurinha. No sábado já estava trocando. A gente vai nessa conexão, sem vaidade", relata.
Luiz Otavio durante a infância ao lado do pai, responsável por iniciar a tradição dos álbuns de figurinhas na família
Arquivo pessoal
O recorde em 2014
Apesar da rapidez alcançada na coleção mais recente, a Copa de 2014 guarda o recorde pessoal do jovem. Foi o primeiro mundial em que o torcedor correu atrás das imagens sem a ajuda direta do pai.
Com o torneio sediado no Brasil e com o apoio do primo Igor nas trocas pelas ruas do município, a coleção foi finalizada em um tempo ainda menor: em três dias.





