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Pai e mãe condenados por morte de bebê, fruto de estupro da filha, são presos após 15 anos foragidos em MG

Polícia investiga estupro de jovem e morte de bebê em Patrocínio
A Polícia Militar (PM) prendeu dois foragidos da Justiça condenados por estupro e pela morte de um recém-nascido enterrado vivo em Patrocínio, no Alto Paranaíba. O caso, registrado em setembro de 2011, causou grande repercussão na região.
Os condenados, um homem de 66 anos e uma mulher de 61, tinham mandados de prisão em aberto após decisão definitiva da Justiça pelos crimes de estupro qualificado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Segundo a PM, Expedito Leite era pai da jovem estuprada e foi condenado a 70 anos de prisão. Já a mãe da vítima, Maria do Socorro da Conceição, foi condenada a 14 anos.
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A reportagem tenta contato com a defesa dos condenados.

Prisões ocorreram 15 anos após os crimes
A prisão do casal condenado acontece 15 anos após os crimes. A primeira prisão, de acordo com a polícia, foi a de Maria do Socorro, por volta das 22h20 de quarta-feira (10). A condenada foi localizada em uma casa no bairro Enéas Ferreira de Aguiar, em Patrocínio. Ela foi informada da ordem judicial e levada para a delegacia.
Após a abordagem, as equipes intensificaram as buscas pelo segundo foragido, que já sabia da ordem de prisão e se escondia em propriedades rurais da região. Os militares conseguiram identificar o paradeiro dele em uma fazenda na região de Macaúbas.
Na madrugada desta sexta-feira (12), por volta de 1h, Expedito foi encontrado. Ao perceber a chegada dos policiais, ele tentou fugir e resistiu à abordagem. Conforme a PM, foi necessário o uso de força e de dispositivo com choque elétrico para contê-lo.
Trio também foi preso na propriedade rural Durante as buscas, outras três pessoas, de 66, 57 e 22 anos, foram presas suspeitas de ajudar o foragido a se esconder. De acordo com a ocorrência, elas ofereceram abrigo e auxiliaram no deslocamento entre propriedades rurais, o que configura crime de favorecimento pessoal. Os nomes dos presos em flagrante não foram divulgados.

No local onde o foragido foi encontrado também foram apreendidas duas armas de fogo artesanais calibre .28, 29 munições, pólvora, esferas utilizadas para recarga, além de peças para fabricação de armamentos e aparelhos celulares.
Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil junto ao material apreendido.
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Caso chocou a cidade
O crime veio à tona em 6 de setembro de 2011, quando um vizinho encontrou partes do corpo do bebê nas proximidades da propriedade da família e acionou a polícia. A partir disso, a jovem confirmou os abusos sofridos ao longo dos anos.

De acordo com as investigações conduzidas à época pela Polícia Civil, Expedito Leite foi indiciado por abusar sexualmente da própria filha desde os 12 anos. A jovem relatou que vivia sob ameaças e não denunciava os crimes por medo, já que o pai era considerado violento.
Segundo o depoimento da vítima, ela engravidou pela primeira vez aos 14 anos, sendo obrigada a interromper a gestação. Anos depois, voltou a engravidar e tentou esconder a gravidez para poupar a vida do bebê, mas o pai descobriu.
A família vivia na zona rural de Patrocínio, e o parto ocorreu na própria residência, com a ajuda da avó paterna da jovem, Ester Faria Leite, que tinha 76 anos. Ela chegou a ser presa pela polícia na época.

Ainda conforme as apurações, logo após o nascimento, o recém-nascido foi assassinado e teve o corpo ocultado. A Polícia Civil apontou que a criança foi enterrada em uma cova rasa no quintal da casa, dentro de uma caixa de papelão, com participação do pai e da avó.

A PM informou que, após necropsia, constatou-se que o bebê foi enterrado ainda vivo. Durante as investigações, a avó foi presa temporariamente, suspeita de ter ajudado no parto e na ocultação do corpo. Já o pai fugiu e passou a ser considerado foragido da Justiça.

Na época, a companheira de Expedito disse à polícia que não sabia dos abusos e afirmou que confiava nele, já que passava grande parte do tempo trabalhando fora. Ela também foi condenada no processo e, de acordo com a PM, foi conivente com a situação, tendo conhecimento dos estupros praticados contra a filha e deixando de denunciar os crimes às autoridades competentes.
O g1 procurou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e questionou sobre o o ano da condenação dos réus, penas fixadas, além da situação processual e penal de Ester Faria. A reportagem também questionou onde os condenados devem cumprir as penas, mas até a última atualização da reportagem não houve respostas.

Jovem de Patrocínio era estuprada pelo próprio pai desde os 12 anos, segundo a polícia
Reprodução/TV Integração
Bebê, fruto de estupro praticado pelo pai da vítima, foi enterrado vivo na zona rural de Patrocínio
TV Integração/Reprodução
No local da prisão do foragido, PM encontrou armas e munições em Patrocínio
PM/Divulgação
Avó paterna da jovem foi presa na época por ocultar o corpo do bebê em Patrocínio
TV Integração/Reprodução
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