Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Irmãos gêmeos de Sorocaba mobilizam campanha por doador de medula óssea

O que começou com uma dor no joelho se transformou em uma luta contra uma doença genética rara e degenerativa. Os irmãos gêmeos Everton e Wellington Fugita, de Sorocaba (SP), foram diagnosticados com Adrenoleucodistrofia (ALD), condição que compromete o sistema nervoso e provoca perda progressiva de funções motoras e cognitivas.

Com o avanço da doença, a família passou a mobilizar uma campanha para arrecadar recursos e encontrar um doador compatível de medula óssea.
📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp
No caso de Wellington Fugita, o diagnóstico demorou mais de dois anos para ser confirmado. Antes disso, ele recebeu diagnósticos equivocados de AVC e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), chegando a iniciar um tratamento que acabou agravando seu quadro clínico.
Nos últimos meses, a doença evoluiu rapidamente, o que ocasionou na perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo, parando de andar e apresentando dificuldades para falar, necessitando de cuidados permanentes.
Irmãos gêmeos de Sorocaba são diagnosticados com doença genética rara e buscam doador de medula óssea
Reprodução/Thales Rodrigues/TV TEM
Segundo a esposa dele, Giovana Attis Araki Fugita, a progressão da doença foi acelerada e transformou completamente a rotina da família.
"No final de fevereiro ele começou a precisar de cadeira de rodas, e aí a gente percebeu que estava evoluindo muito rápido. Ele sentia um engasgo e a sensação de que tinha algo na garganta. Não conseguia falar direito. Quase dois meses depois ele já não conseguia falar praticamente", explica.
Irmão gêmeo também desenvolveu a doença
Pouco tempo depois, seu irmão gêmeo, Everton Fugita, também começou a apresentar sintomas e recebeu o mesmo diagnóstico.

A doença comprometeu sua mobilidade e o obrigou a deixar o trabalho como eletricista de auto diesel. Atualmente, ele utiliza uma muleta para se locomover e voltou a morar com os pais, como explica Everton.
"De dezembro pra cá eu percebi que começou a ficar mais complicado e eu comecei a ter mais sintomas. Infelizmente, eu perdi a parte motora fina. Segurar um garfo, por exemplo, é mais difícil", conta.
Irmãos gêmeos de Sorocaba são diagnosticados com doença genética rara e buscam doador de medula óssea
Reprodução/Thales Rodrigues/TV TEM
O que é a Adrenoleucodistrofia?
A Adrenoleucodistrofia é uma doença genética rara causada por mutações no gene ABCD1, localizado no cromossomo X. A condição provoca o acúmulo de ácidos graxos de cadeia muito longa no organismo, afetando principalmente o cérebro, a medula espinhal e as glândulas suprarrenais.
Entre os sintomas estão alterações na fala, visão e comportamento, dificuldades para caminhar e engolir, perda de funções cognitivas e insuficiência adrenal.
Adrenoleucodistrofia é uma doença genética rara causada por mutações no gene ABCD1
TV TEM/Reprodução
A irmã dos gêmeos, Luciana Sayuri Fugita, também possui a mutação genética. No entanto, como ocorre na maioria dos casos femininos, ela não desenvolveu a forma grave da doença.
Durante a investigação do histórico familiar, Luciana descobriu que pelo menos dois parentes distantes morreram em decorrência da mesma condição.

“Quando aconteceu com meus irmãos, eu comecei a puxar pela família, comecei a conversar com primas da minha mãe, primos. A gente foi analisando e teve muitas pessoas da família que tiveram", explica.
Corrida contra o tempo
Apesar de não existir cura para a doença, o transplante de medula óssea pode ajudar a retardar a progressão da doença em determinados casos.
Segundo o neurocirurgião Renato Andrade, o procedimento não reverte os danos já causados, mas pode desacelerar o avanço dos sintomas e preservar funções neurológicas por mais tempo.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore