Júri condena réus a até 30 anos por morte de cabo da PM em Cianorte
Mayco de Souza Morette e Wellington Clayton Machado de Proença foram condenados por envolvimento na morte do policial militar Reinaldo José Garozi, em Cianorte, no Noroeste do Paraná. O crime aconteceu em 2023. Relembre abaixo.
O julgamento foi realizado na terça-feira (9) e durou mais de 12 horas. Maycon foi condenado a 30 anos de prisão, e Wellington a 25, ambos pelo crime de homicídio com qualificadoras como motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao g1, as defesas dos condenados disseram que vão recorrer da decisão. Confira as notas na íntegra abaixo. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e região no WhatsApp
O PM foi baleado durante um confronto na PR-323. Durante o julgamento, as defesas de Mayco e Wellington negaram que os dois tiveram participação direta nos disparos. Em depoimento, Mayco negou ter dado o tiro que matou o policial. Também alegou que o disparo pode ter partido de outros agentes durante o confronto. Wellington também foi interrogado, mas preferiu ficar em silêncio.
No julgamento também foram ouvidas sete testemunhas, incluindo policiais que participaram da ocorrência e eram amigos da vítima. Mayco está preso no presídio federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, e Wellington está na cadeia pública de Cianorte.
Posicionamento das defesas dos condenados
Nota dos advogados Claudemir Miranda e Yuri Rangel, que atuam na defesa de Mayco:
"A defesa técnica de Mayco de Souza Morette vem a público manifestar-se acerca da decisão proferida pelo Tribunal do Júri que resultou em sua condenação. Inicialmente, a defesa registra seu absoluto respeito à soberania dos veredictos do Tribunal do Júri, instituição consagrada pela Constituição Federal como garantia fundamental do Estado Democrático de Direito. Todavia, após criteriosa análise dos autos e dos fundamentos que envolveram o julgamento, a defesa técnica não concorda com o veredicto proferido, por entender que existem relevantes questões jurídicas e probatórias que merecem reexame pelas instâncias competentes. Nesse contexto, a defesa exercerá plenamente o direito constitucional ao duplo grau de jurisdição, adotando as medidas recursais cabíveis perante o Tribunal de Justiça, na busca pela revisão da decisão, observando rigorosamente os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Por respeito às partes envolvidas, aos familiares e ao próprio Poder Judiciário, a defesa não realizará comentários acerca do mérito das teses recursais neste momento, reservando-se a apresentá-las nos autos, foro adequado para a discussão jurídica da matéria. A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no sistema de justiça, permanecendo comprometida com a defesa técnica dos direitos e garantias assegurados pela Constituição da República." Nota do advogado Anderson Carraro, que atua na defesa de Wellington: "A defesa apresentará recurso, pois entende que há possibilidade de revisão."
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