Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue
A morte de uma mulher de 48 anos, moradora de Paranapanema, no interior de SP, após a vacina da dengue do Butantan é uma das investigadas pelo Ministério da Saúde. A suspensão da aplicação dos imunizantes ocorreu nesta segunda-feira (8), depois do registro de duas mortes suspeitas.
O Instituto Butantan disse que, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e da Anvisa, a vacinação contra a dengue será temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal. E que a medida busca garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.
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Conforme o Ministério da Saúde, foram aplicadas 500 mil doses, sendo 417 mil apenas em profissionais de saúde. Entre os vacinados, foram registrados 42 casos de reações adversas severas, o que representa 0,008% do total. Desses, três foram classificados como graves, incluindo duas mortes que estão sob investigação.
Segundo o Ministério da Saúde, um dos casos investigados envolve a moradora do interior paulista. A morte ocorreu dezenove dias depois de ela ter recebido o imunizante. Ela desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, diagnosticado como meningoencefalite. Ainda segundo a pasta, o quadro teve evolução desfavorável e resultou em morte.
Outro caso investigado envolve a morte de um homem, de 58 anos, de Santo André, na Grande SP. As investigações ainda não permitem estabelecer uma relação causal entre a vacinação e o óbito.
Em nota à TV TEM, a Secretaria Municipal de Saúde de Paranapanema informou que segue as orientações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relativas à suspensão da aplicação da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan.
A prefeitura completou que colabora com as autoridades sanitárias estaduais e federais sobre as investigações relacionadas à saúde dos moradores. E que a análise técnica, avaliação de causalidade e conclusões sobre os efeitos adversos da vacina são de responsabilidade dos órgãos da Vigilância Sanitária e Epidemiológica Federal.
Efeitos adversos raros dificilmente aparecem nas fases 1, 2 ou 3 de um estudo clínico porque não há participantes em número suficiente para torná-los visíveis.





