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Goiás suspende temporariamente vacina contra a dengue do Instituto Butantan

Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue
Goiás suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV, contra a dengue, seguindo decisão do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi adotada preventivamente, até que sejam concluídas as investigações sobre as duas mortes suspeitas e os 42 casos de reações adversas severas, com sinais compatíveis com o de dengue grave. Nenhum dos casos aconteceu em Goiás.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (9), a subsecretária de vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Fluvia Amorim, explicou que três casos graves, dos quais dois evoluíram para morte, entre mais de 500 mil doses aplicadas, significam que 0,008% das pessoas que receberam a vacina desenvolveram evento mais grave.
"Isso quer dizer que é um evento raro. Mas por que para (a aplicação)? Porque é um evento inesperado".

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A vacina começou a ser aplicada no Brasil em fevereiro, apenas em profissionais de saúde que trabalhassem na atenção primária.

"É uma vacina que, hoje, já está recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos . Essa vacina deve continuar a ser utilizada. Ela não apresentou nenhum caso em investigação, nenhuma notificação que levasse à descontinuidade", afirmou.
Segundo Fluvia, Goiás registrou, em 2025, 122 mortes por dengue. Por isso, a importância da imunização. "Então, (a Qdenga) pode e deve continuar a ser utilizada. A doença, sim, nos preocupa. A vacina vem para proteger", explicou.
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