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Polícia reabre investigação de 2022 após grupo de oração do PR reconhecer mulher presa ao se passar por criança em SC

Mulher presa por fingir ser criança é reconhecida no Paraná
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) reabriu investigações de um caso depois que integrantes de um grupo de oração do Paraná reconheceram a mulher de 37 anos, presa em Santa Catarina por se passar por uma adolescente de 12.

Eles dizem que também foram vítimas dela, quando, em 2021, ela se passou por uma jovem de 13 anos com câncer terminal e tirou dinheiro deles. Entenda abaixo.
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O caso foi registrado em um Boletim de Ocorrência em 2022 e um inquérito foi instaurado em dezembro do mesmo ano. Segundo a Polícia Civil, a equipe policial investigou a situação, mas não foi possível chegar à autoria do crime.

"Com o surgimento de novas informações a partir da prisão ocorrida em Santa Catarina, a PCPR intimará as vítimas de Colombo para que façam o procedimento de reconhecimento da suspeita", diz a corporação.
Os membros do grupo também contrataram uma advogada. Ela informou que a investigação ainda não foi concluída, mas afirma que pediu que a apuração do caso seja integrada com outros estados onde a mulher é investigada.

A mulher, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, disse à família catarinense que se chamava "Gabriele". Já para os paranaenses, ela usava o nome "Emily".

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ela viveu por 14 meses na casa de uma família após alegar ter fugido de maus-tratos no Pará. A ata da audiência de custódia mostra que a investigada se aproximou da família por intermédio de um pastor da igreja. Inicialmente, declarou ter 18 anos, experiência em panificação e que buscava emprego.
Com o passar do tempo, no entanto, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que motivou o casal a acolhê-la temporariamente em casa. Após conquistar a confiança da família, a mulher teria alterado sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos.
O casal, então, se sensibilizou e permitiu que ela passasse a morar com eles. Acreditando na condição de vulnerabilidade infantil apresentada por ela, o pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de 12 anos para a menina comemorar o suposto aniversário.
A investigação aponta que a suspeita aplicou golpes semelhantes em ao menos outros sete estados.
Em depoimento à Polícia Civil catarinense, nesta semana, Amanda Maria Souza de Oliveira confessou ter aplicado o mesmo golpe em outros cinco estados: Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará. Um caso em Natal (RS) também veio à tona nos últimos dias.
Em Santa Catarina, a polícia investiga outras duas ocorrências em Florianópolis e Chapecó.
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