Empresária chora ao contar que funcionária presa desviou R$ 130 mil
A empresária Júlia Galvão chorou nas redes sociais ao publicar um vídeo contando sobre como descobriu um rombo no financeiro em sua empresa, localizada em Goiânia. Uma funcionária é suspeita de desviar mais de R$ 130 mil e usar cartão da empresa para comprar passagens aéreas. Nos vídeos, ela conta que passava por um momento difícil, cuidando da avó que estava em uma Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), quando os furtos na loja de roupas Ambrô aconteceram.
“Eu descobri um rombo dentro da empresa através de uma pessoa da minha mais alta confiança e por quem eu tinha muito carinho, que estava no meu casamento. [.] Esse rombo estava acontecendo enquanto eu estava dentro de uma UTI, tentando salvar a vida da minha avó e isso tudo veio como uma avalanche”, disse ela emocionada.
A funcionária suspeita foi presa em flagrante pela Polícia Civil no dia 3 de junho, teve a prisão convertida em preventiva e é investigada por furto qualificado. O g1 não localizou a defesa dela.
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Júlia disse que decidiu fazer um pronunciamento após a repercussão do caso na imprensa. Segundo ela, os desvios foram a “a maior rasteira” que já levou na vida e disse ainda que rombo identificado por auditorias internas é de cerca de R$ 200 mil.
“Levei muito tempo para ganhar esse dinheiro. [.] Eu não posso parar, tenho uma família que depende de mim, várias famílias que foram impactadas por isso e eu tenho os meus sonhos, porque a Ambrô é sagrada para mim”, disse ela em meio às lágrimas.
Segundo a polícia, a mulher havia feito transferências bancárias indevidas para contas bancárias de familiares e foi presa poucas horas antes de viajar para o Rio de Janeiro. “Ela já havia realizado check-in para embarque. Diante da possibilidade de fuga, equipes policiais intensificaram as diligências e efetuaram a prisão poucas horas antes da viagem”, informou a polícia.
Funcionária é presa suspeita de desviar mais de R$ 130 mil e usar cartão da empresa para comprar passagens aéreas, em Goiânia
Divulgação/Polícia Civil
De acordo com a advogada da empresa, Gilsara Lourenço, a funcionária fez transferências de R$ 137 mil em PIX para os pais, além de gastar R$ 68 mil em compras parceladas no cartão.
A polícia começou a investigar o caso após uma denúncia da própria empresa, que percebeu as movimentações suspeitas. A investigação continua para apurar a participação de outras pessoas e buscar a recuperação dos valores supostamente desviados.
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