Avô de bebê que ficou preso em capô de carro relata trauma da família após atropelamento
O avô do bebê de 1 ano que ficou preso no capô de um carro após um atropelamento em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, afirmou que a família ainda não se recuperou do trauma causado pelo acidente. Segundo ele, a mãe e a avó da criança fazem tratamento psicológico desde o caso.Veja o vídeo acima.
Roberto Oliveira, que é empresário, disse ao g1 que a avó do bebê, que carregava a criança quando a família atravessava a faixa de pedestres, e também a mãe da criança estão em acompanhamento psicológico e chegaram a apresentar sintomas compatíveis com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), conforme laudo apresentado pela família.
"Só aquela lembrança ruim do que aconteceu, que o neném poderia ter morrido, minha filha não ficou mais a mesma, tem pânico, não gosta de sair na rua a pé, ficou um negócio muito triste", disse o empresário.
No laudo, assinado por uma neuropsicóloga, tanto a mãe da criança quanto a a avó apresentaram sintomas como:
Medo intenso e persistente;
Ansiedade elevada, com sensação constante de ameaça;
Crises de pânico caracterizadas por taquicardia, sudorese, falta de ar, tremores, tontura e sensação iminente de morte;
Revivescência frequente do trauma (flashbacks, lembranças intrusivas e angustiantes);
Pesadelos recorrentes relacionados ao acidente;
Evitação de situações que remetam ao evento, especialmente atravessar ruas, permanecer próximo a vias movimentadas ou utilizar veículos;
"Então o que mais me revolta, e o que mais eu peço justiça é que não fique impune, que sirva de exemplo, o que ela fez foi muito grave e os vídeos mostram a gravidade e a dinâmica do acidente, demorou muito pra conseguir esses vídeos, deu muito trabalho, então a gente pede justiça, que não fique impune", disse o avô.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O g1 não conseguiu localizar a defesa da motorista do carro até a última atualização desta reportagem.
Sobre a saúde do bebê, o avô disse que como ela é mais nova e ainda não completou dois anos não houve grandes repercussões na saúde da criança.
A mulher que estava dirigindo o carro foi liberada em audiência de custódia ainda na época em que o acidente aconteceu, em dezembro de 2025. Ela pagou fiança e responde na Justiça ao processo.
O acidente
Bebê fica preso em capô de carro após atropelamento na Paraíba
Nas imagens, é possível notar que três pessoas estavam atravessando uma faixa de pedestres com um sinal fechado, no momento em que um veículo ultrapassa o sinal e atropela uma família. Um homem e duas mulheres, uma delas grávida, foram atingidos, assim como o bebê.
A criança, no entanto, fica em cima do capô do carro, que estava sendo pilotado por uma mulher no momento do acontecido. Quem dirige o veículo ainda leva a criança por alguns metros até parar completamente.
Apesar das imagens terem sido divulgadas nos últimos dias, o caso aconteceu no final de 2025, no mês de dezembro. Na época, a motorista do caso admitiu que tinha ingerido bebida alcoólica. Ao g1, a Polícia Civil confirmou que a mulher foi presa em flagrante à época, um inquérito foi aberto e a suspeita responde a um processo na Justiça da Paraíba sobre o caso. Bebê fica preso em capô de carro após atropelamento, na Paraíba; Vídeo mostra o momento
Reprodução
Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba





