Embarcações circulando pelo Estreito de Ormuz
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou, neste sábado (6), ter disparado contra quatro petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização iraniana. Além disso, o país afirmou ter atacado bases militares americanas na região com mísseis em retaliação aos bombardeios dos EUA.
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Em comunicado, o grupo declarou que os Estados Unidos serão responsáveis pelas consequências de um eventual fechamento completo da passagem marítima para as exportações energéticas da região caso continuem as ações que Teerã classificou como "provocações" ou "ingerências" norte-americanas.
De acordo com informações da Reuters, também neste sábado (6), as forças norte-americanas atacaram instalações de radar costeiras do Irã após derrubarem drones lançados por Teerã em direção ao Estreito de Ormuz.
EUA e Irã voltam a trocar ataques em meio a frágil cessar-fogo
Segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters, os quatro drones iranianos tinham como alvo o tráfego marítimo regional. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou na rede X que as forças americanas atingiram posteriormente instalações de vigilância iranianas em Goruk e na Ilha de Qeshm, ambas localizadas no Estreito de Ormuz.
O CENTCOM informou, ainda, que forças americanas interceptaram múltiplos mísseis balísticos e drones lançados pelo Irã em direção a países vizinhos do Golfo na região do Estreito de Ormuz no dia 4 de junho.
As defesas aéreas do Kuwait interceptaram ataques de mísseis e drones de origem não divulgada, segundo a imprensa estatal. No Bahrein, sirenes foram acionadas e moradores foram orientados a buscar abrigo.
O Irã afirmou ter atingido bases americanas nos dois países com mísseis balísticos, mas os militares dos EUA disseram que seis projéteis foram interceptados e um sétimo não alcançou seu alvo.
Negociações sob pressão
Os EUA e o Irã mantêm negociações indiretas para tentar alcançar um acordo provisório que interrompa a guerra iniciada há três meses, deixando temas mais complexos, como o programa nuclear iraniano, para discussões futuras. Apesar disso, os confrontos periódicos têm dificultado qualquer avanço diplomático.
Como parte de um eventual acordo, Teerã exige acesso a bilhões de dólares em receitas petrolíferas, flexibilização das sanções sobre exportações de petróleo, o fim do bloqueio americano aos seus portos e influência sobre o Estreito de Ormuz. O Irã tem restringido significativamente a navegação na passagem, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo mundial antes do conflito.
Mísseis iranianos expostos em um parque em Teerã, no Irã, em meio à guerra contra EUA e Israel contra o Irã, em 26 de março de 2026.
Majid Asgaripour/Wana via REUTERS
*Com informações da Reuters





