Jovem amarra celular a balões de gás hélio faz vídeo a 3 km de altura
O celular que um jovem universitário de Goiânia amarrou a balões de gás hélio, para fazer um experimento científico, não estragou após cair de uma altura de mais de 3 mil metros de altitude. Em entrevista ao g1, Pedro Augusto de Jesus Castro disse que o aparelho teve algumas deformidades nas bordas, mas está funcionando.
Segundo Pedro Augusto, outros fatores relacionados à física podem ajudar a explicar o fato de o celular ter permanecido intacto, entre eles:
papel preso: um papel que ele prendeu ao celular, com o número do telefone dele para o caso de alguém achar antes dele, pedindo para a pessoa devolver, pode ter causado um efeito "planador" no celular, com o vento passando por ele, amenizando o impacto da queda; leveza: o próprio peso do celular, por ser baixo, também contribuiu, uma vez que objetos mais pesados atingem velocidades maiores quando o peso se soma à força da gravidade. Se fosse mais pesado, o impacto contra o solo teria sido maior.
árvore: existe a possibilidade de o aparelho ter batido em uma árvore antes de tocar o chão porque ele foi encontrado próximo a uma, em uma praça. Isso pode ter amortizado a queda.
O estudante explica que programou o celular para gravar os vídeos e enviá-los a cada um minuto. No entanto, ele acredita que, durante a queda, o celular tenha reiniciado sozinho porque não conseguiu registrar o vídeo desse momento. "Esse vídeo especificamente não foi enviado", disse.
De acordo com o universitário, o experimento durou cerca de 40 minutos. Os balões foram soltos, com o celular pendurado, da sua casa. O percurso total do voo foi de 6 quilômetros. O aparelho caiu na Praça C10, no próprio Setor Sudoeste.
"O balão foi muito longe. Mas aí uma corrente de vento fez com que ele começasse a voltar para cá. Então, ele voou seis quilômetros no total, mas é porque ele foi lá longe e depois retornou", explicou.
Sobre a possibilidade de o aparelho atingir alguém durante a queda, Pedro Augusto reconhece que existe, mas é muito remota. Ele destaca, ainda, que diariamente experimentos semelhantes são feitos, por meio da atividade chamada radiossondagem. Nesses casos, um aparelho, chamado radiossonda, que é uma caixa com cerca de 100 gramas, é liberado no ar. Munida de vários sensores, essa caixa transmite via rádio os dados atmosféricos.
"E nunca aconteceu de cair isso na cabeça de alguém. A probabilidade é muito, muito, muito baixa. Porque tem mais terra do que cabeça", explicou.
O experimento que deu certo foi a segunda tentativa feita pelo estudante. Na primeira, como o próprio vídeo publicado por ele mostra, um dos balões estourou e o equipamento acabou caindo.
Até a manhã deste sábado (6), o vídeo de Pedro Augusto em seu perfil do Instagram, mostrando o experimento, tinha 2,4 milhões de visualizações. O universitário diz que não esperava tanta repercussão. Ele acredita que o fato de ter usado um celular chamou mais a atenção.
"Dados atmosféricos são coletados dessa forma há muito tempo. Inclusive, é desse jeito que os meteorologistas fazem a nossa previsão do tempo. Mas com celular é realmente inédito", afirmou.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás





