Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto (SP).
Reprodução/EPTV
Moradores do distrito de Bonfim Paulista e frequentadores da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, Ribeirão Preto (SP), foram surpreendidos por suspeitas de assédio sexual levantadas contra um padre da comunidade depois que vítimas decidiram levar denúncias à Polícia Civil.
O caso trouxe à tona relatos de pessoas, hoje adultas, que disseram terem sido vítimas anos atrás, enquanto serviam como coroinhas na igreja, ainda quando eram crianças.
As denúncias mibilizam investigações da Delegacia de Defesa da Mulher e da Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto, que afastou o padre.
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A seguir, veja o que se sabe sobre as denúncias contra o padre de Bonfim Paulista: Padre Mário Reis da Silveira, em Ribeirão Preto (SP), é alvo de investigação após denúncias de assédio.
Reprodução/EPTV
Quem é o padre investigado e qual era sua função na comunidade?
O alvo das investigações é o padre Mário Reis da Silveira, que atuava como pároco na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, localizada no distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto.
Ele era uma figura central nas atividades religiosas e administrativas da comunidade. Atualmente, o sacerdote encontra-se afastado de todos os ofícios eclesiásticos por determinação do arcebispo metropolitano, Dom Moacir Silva.
O afastamento, ocorrido em março de 2026, foi uma medida para garantir a imparcialidade das apurações, enquanto um novo padre foi designado para assumir as funções paroquiais em seu lugar.
Pelo que o padre foi denunciado e em que período os fatos teriam ocorrido?
O padre é investigado por suspeita de assédio contra pelo menos cinco vítimas. As denúncias foram formalizadas por famílias e vítimas que, na época dos supostos crimes, eram coroinhas na igreja.
Os relatos indicam que os abusos ocorreram em diferentes momentos, alguns deles há 20 anos.
Um dos relatos é de um homem de 32 anos, que descreveu momentos traumáticos quando tinha 12 anos. "Meu primeiro beijo na boca foi com um padre", disse.
Além do contato físico, as vítimas alegam que o padre se aproximava em momentos de vulnerabilidade dos jovens e agia de forma inadequada.
Homem afirma ter sido vítima de assédio de padre na adolescência em Ribeirão Preto
O que a Arquidiocese de Ribeirão Preto fez a respeito?
Diante das denúncias, o arcebispo Dom Moacir Silva instaurou uma investigação prévia em 12 de março e decretou a suspensão imediata de todos os ofícios eclesiásticos de Mário Reis da Silveira.
A Igreja afirma estar colaborando com as autoridades policiais, e o próprio arcebispo prestou depoimento à Polícia Civil para explicar as providências tomadas pela instituição.
Entretanto, há críticas quanto à agilidade da resposta institucional no passado. Uma das vítimas relatou que, aos 17 anos, tentou denunciar o caso à Arquidiocese através da mãe, mas na época não houve sequência porque foi exigida uma carta de próprio punho que o jovem, emocionalmente abalado, não conseguiu escrever.
A defesa das vítimas reforça que, embora relatos tenham sido feitos anteriormente à Igreja, providências efetivas só foram tomadas recentemente.
Como estão as investigações na Polícia Civil?
O inquérito policial foi instaurado há um mês pela Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto. A polícia ouviu vítimas, familiares e o arcebispo, e a delegada responsável diz estar com as investigações avançadas.
Um passo para a conclusão do inquérito, segundo ela, é a perícia no celular do sacerdote, apreendido para análise de mensagens.
A delegada pretende interrogar o investigado preferencialmente de forma presencial, após o recebimento dos laudos periciais, mas não definiu quando.
Celebração de missa na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Bonfim Paulista
Naiana Kennedy/CBN Ribeirão
O que aconteceu com o padre após as denúncias?
Após o afastamento na arquidiocese em março, o padre Mário Reis da Silveira deixou o distrito de Bonfim Paulista e foi localizado em Guaxupé (MG), onde teve o celular apreendido pela polícia.



