Incêndio que matou padrasto e enteada em Araguaína é investigado pela Polícia Civil
O padrasto Ivano Vaz Cunha, que morreu carbonizado em um incêndio, cumpria pena em regime semiaberto pelo assassinato da enteada, Layla Athyla Maranhão, que ocorreu em 2009. Na época, ele foi condenado por estuprar, asfixiar e queimar a jovem em Araguaína, região norte do Tocantins (entenda mais abaixo). O responsável pelas investigações foi o delegado Silneyr Deófanes de Castro.
"Em toda minha carreira policial, foi uma das investigações que mais me chocou pela crueldade. Ele [Ivano] demonstrava ser uma pessoa fria e sem arrependimento. Um verdadeiro psicopata. A polícia, na época, fez o trabalho que lhe era atribuído", disse.
Ivano Vaz Cunha foi encontrado morto em uma casa, em Araguaína, próximo ao corpo da jovem Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, nesta quarta-feira (3). Ele era padrasto dela. Os dois estavam carbonizados. O caso ainda é investigado pela Polícia Civil.
Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, morreu carbonizado em Araguaína
Reprodução/TV Anhanguera
Silneyr Deófanes é delegado aposentado da Polícia Civil do Tocantins desde 2015. Atualmente, trabalha como advogado criminalista, mas atuou na Polícia Civil durante 30 anos, sendo quatro como agente de polícia em Goiás e 26 como delegado no Tocantins.
Em entrevista ao g1, ele contou que, após o crime em 2009, Ivano chegou a procurar uma emissora de TV, onde foi preso.
"Poucas horas após o crime, Ivano se apresentou espontaneamente em uma emissora de televisão de Araguaína. Na ocasião, o apresentador do programa entrou em contato conosco, informando que ele estava no local. Diante da informação, a equipe policial se deslocou imediatamente até a emissora, ocasião em que efetuamos sua prisão", explicou.
O delegado informou que lembrou imediatamente do crime de 2009 após saber que Ivano havia sido encontrado carbonizado junto com outra enteada, Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos.
Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, morreu carbonizada em Araguaína
Reprodução/Instagram de Laiane Cardoso Noleto
Condenado a 35 anos
Ivano Cunha foi condenado a 35 anos de prisão pela morte de Layla Athyla Maranhão, segundo informações divulgadas no Diário da Justiça de 2011. Na época, ele confessou que cometeu os crimes de incêndio e homicídio. No mesmo ano, Ivano teria tentado fugir da prisão.
A Justiça determinou que a pena fosse cumprida em regime fechado. Por causa dos trabalhos feitos na unidade penal, o padrasto teve redução no período de reclusão, além de conseguir mudar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica.





