Eduardo Cavaliere é o prefeito mais jovem da história do Rio
Reprodução redes sociais
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere usou as redes sociais para falar do perdão judicial decidido pela Justiça a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel.
"Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe", escreveu.
O julgamento do caso Henry Borel durou dez dias e é considerado o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense. Ao final, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos 9 meses e 20 dias pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho.
O processo da Secretaria de Educação avaliou a conduta da docente. Desde o crime, Monique vinha recebendo salários como servidora pública municipal.
"Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida", informou Caveliere.
"Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura", acrescentou.
O prefeito ainda afirmou em sua postagem que "essa é a única decisão possível capaz de proteger a comunidade escolar do Rio de Janeiro e que preserva os direitos garantidos pela Justiça a Monique". "Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal", escreveu o Cavaliere.



