Três pessoas são assassinadas a tiros em bar, no PR
Matheus Souza do Amaral, de 15 anos, é uma das três vítimas da chacina no bar de Sarandi, no Norte do Paraná. A investigação apontou que o atirador matou as vítimas, que eram membros da mesma família, por engano ao virar uma esquina errada.
O pai de Matheus, Elias Amaral, é dono do estabelecimento onde o ataque aconteceu e tio de Rafael do Amaral, que também foi assassinado. Na noite do dia 22 de maio, os familiares estavam reunidos no bar e foram surpreendidos pelo atirador, que fugiu em seguida. Veja no vídeo acima.
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Ao g1, Elias disse que o filho era um jovem carinhoso e que o acompanhava em diversos lugares, como em jogos e pescarias.
"Ele era meu parceiro", contou.
O bar foi comprado três dias antes da chacina e seria um empreendimento para a família. Depois de tudo que aconteceu, o pai optou por não continuar com o comércio. "Agora não consigo nem passar lá", relatou.
Matheus, de 15 anos, foi morto por engano em uma chacina em um bar de Sarandi.
Arquivo pessoal
"Espero que a justiça da terra seja feita", disse o pai da vítima.
O suspeito de ser o atirador é Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos. Ele foi preso em Balneário Camboriú (SC) na noite de terça-feira (2) em uma operação conjunta entre a Polícia Militar do Paraná e de Santa Catarina. Segundo o delegado, ele ainda não tem defesa constituída no processo.
No dia 27 de maio, a polícia prendeu preventivamente Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, suspeito de ajudar o atirador. Três dias depois, Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, suspeito de ser o mandante do crime, foi preso em uma operação. De acordo com a Polícia Civil, o ataque foi contratado por causa de uma disputa territorial do tráfico de drogas.
O g1 entrou em contato com a defesa de Paulo, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também tenta identificar a defesa de Gabriel.
Quem são as vítimas
Matheus Souza do Amaral, de 15 anos, foi uma das vítimas do ataque
Cedida pela família – Reprodução
Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos — esposa de Rafael;
Rafael Moreira do Amaral, 37 anos — marido de Jéssica e sobrinho de Elias;
Matheus Souza do Amaral, de 15 anos — filho de Elias e primo de Rafael.
Os dois adultos morreram no local. Matheus foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e foi levado até o Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos.
Conforme a PM, as vítimas não tinham antecedentes criminais.
Crime foi encomendado, mas atirador errou as vítimas
A investigação da Polícia Civil apurou que o crime foi motivado por uma disputa territorial do tráfico e que o atirador teria se equivocado ao atingir a família.
"Com base nos elementos e informações colhidos, damos o caso como elucidado. [.] O mandante, querendo dominar um território, entendendo que era uma área de domínio de tráfico dele e que havia concorrentes naquela região, determinou que fosse ceifada a vida de duas pessoas. [.] O atirador cometeu um equívoco. No momento em que foi ao local pré-determinado, ele errou o bar. Era para ele ter virado em uma direção e virou em sentido contrário, e foi em outro bar próximo", explicou o delegado.
Pacheco informou que Jhonatan tem extensa ficha criminal e responde por crimes como tráfico de drogas e homicídios. Com relação à chacina, ele vai responder por triplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio — em relação a um cliente do bar que conseguiu escapar do ataque.
Depois de matar pessoas em bar, atirador fugiu. Colete balístico, pistola e carregadores foram achados abandonados.
PM-PR
Nas imagens, é possível ver que o atirador chega e, ainda no meio da rua, dispara contra as pessoas que estão sentadas em frente ao bar. Um cliente conseguiu fugir. Em seguida, o atirador entra no estabelecimento, mas logo aparece fugindo do local.
Conforme as investigações, Paulo, o motorista que levou Jhonatan ao local, percebeu a aproximação da polícia e fugiu sem esperar pelo atirador.
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