Com aumento dos casos de SRAG, governo do estado decreta emergência na saúde
Após o Acre decretar situação de emergência devido ao aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nesta quinta-feira (4), a Secretaria de Saúde (Sesacre) destacou que o aumento de 35,6% nos casos entre o dia 4 de janeiro e o último sábado (30) foi o fator determinante para a adoção da medida.
A circulação do VSR, principal agente associado à bronquiolite, tem contribuído para o aumento das internações pediátricas no Acre. Os vírus respiratórios podem causar complicações em idosos e pessoas com comorbidades.
🦠 O VSR é um dos principais responsáveis por casos graves de síndrome respiratória em recém-nascidos e crianças pequenas. A imunização protege o bebê ainda durante a gestação, por meio da transferência de anticorpos da mãe para a criança pela placenta.
Grupos de atenção
De acordo com a Sesacre, crianças menores de 2 anos seguem entre os grupos que mais precisam de atenção, principalmente devido aos casos de bronquiolite associados ao vírus sincicial respiratório (VSR). Somente este ano, foram mais de 350 notificações de casos nesta faixa etária.
Já entre crianças de até 9 anos e idosos acima dos 60 anos há aumento nos quadros de pneumonia e complicações respiratórias que podem exigir acompanhamento hospitalar.
As informações baseiam-se em dados coletados nas quatro Unidades Sentinelas para Síndrome Gripal no estado acreano: UPA do 2º Distrito em Rio Branco, Hospital Raimundo Chaar em Brasiléia, UPA Jacques Pereira em Cruzeiro do Sul e UBS Maria de Fatima em Plácido de Castro, além das unidades de internação para SRAG.
Veja abaixo a distribuição de casos entre as faixas etárias: Gráfico mostra casos de síndromes respiratória aguda por faixa etária
Reprodução
Conforme o monitoramento, o aumento de notificações gerou um impacto direto na rede de alta complexidade do estado. O serviço de regulação de leitos aponta que quase não há vagas nas UTIs e enfermarias.
UTI Pediátrica 1 – 91,9% de ocupação
UTI Pediátrica 2 – 89,2% de ocupação
Enfermarias infantis – 87,7% de ocupação
Como forma de prevenção e cuidado, também é importante identificar, de forma correta, cada doença para que, assim, possa procurar atendimento médico. Portanto, como identificar?
Resfriado: É uma infecção respiratória geralmente leve e de curta duração. Os sintomas mais comuns incluem coriza, espirros, congestão nasal e tosse leve. A febre, quando ocorre, costuma ser baixa, e o estado geral normalmente permanece preservado.
Gripe: É causada pelo vírus Influenza, a gripe costuma surgir de forma repentina e apresentar sintomas mais intensos. Febre alta, dores no corpo, cansaço, dor de garganta e tosse persistente estão entre as manifestações mais frequentes. Em alguns casos, pode haver prostração, perda de apetite e agravamento de doenças preexistentes, especialmente em idosos.
Bronquiolite: Acomete principalmente bebês e crianças menores de 2 anos, atingindo as pequenas vias aéreas dos pulmões. O quadro geralmente se inicia com sintomas semelhantes aos de um resfriado, mas pode evoluir para um comprometimento respiratório importante, com chiado no peito, dificuldade para respirar e dificuldade para se alimentar.
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