Israel afirma que só vai interromper os bombardeios quando o Hezbollah cessar os ataques. Nesta quinta-feira, o grupo extremista voltou a lançar foguetes.
O governo libanês tentou minimizar a situação e declarou que a trégua deve entrar em vigor 24 horas após a aprovação final de todos os envolvidos. O Hezbollah, no entanto, já rejeitou o acordo e exigiu a retirada das tropas israelenses do sul do território libanês.
A mesma exigência foi feita pela Guarda Revolucionária do Irã, que apoia e financia o Hezbollah. O regime iraniano afirma que uma trégua no Líbano é condição para negociar um acordo de paz com os Estados Unidos.
Nesta quinta-feira (4), em Teerã, uma mensagem do atual líder supremo, Mojtaba Khamenei, foi lida ao país.
"Os inimigos estão tentando criar divisões internas".
Enquanto o Irã cobra resistência e o Hezbollah rejeita o acordo, o cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos entre Israel e Líbano segue sem garantias de que será cumprido. O governo americano busca reduzir a escalada regional para facilitar um acordo com Teerã.
Donald Trump tenta avançar simultaneamente nas negociações com o Irã e na redução dos conflitos envolvendo aliados iranianos na região.
Dentro dos Estados Unidos, o presidente enfrenta pressão. Na quarta-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que pode obrigar Trump a encerrar uma eventual guerra com o Irã.





