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Síndico confundido com ‘carrasco do PCC’ é solto após ser acusado de executar jovem ligada ao CV

Homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, em Guarujá, SP
Reprodução
A Justiça de Guarujá, no litoral de São Paulo, soltou o síndico Adadilton Candido da Silva, preso em abril deste ano apontado pela polícia como um dos ‘carrascos’ do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi confundido com André de Santos Araújo, conhecido como “DA7”, capturado em maio acusado de participar do ‘tribunal do crime’ de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, suspeita de integrar o Comando Vermelho (CV).

Adadilton havia sido preso em 14 de abril suspeito de participar da tortura e execução de Maria Eduarda. A jovem desapareceu após o réveillon e teve a morte confirmada pela Polícia Civil em 19 de fevereiro, quando os primeiros suspeitos foram presos.

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Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho nas redes sociais
Reprodução
Conforme apurado pelo g1, Adadilton foi identificado a partir de um Pix de R$ 30 que recebeu de um dos suspeitos detidos, conhecido como Pit. O homem ainda foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) por participação no crime.

Cerca de um mês após a sua prisão, porém, a polícia constatou que “DA7” seria André de Santos Araújo, de 40 anos. Ele foi preso por policiais civis em 22 de maio, e tentou quebrar um dos celulares durante a abordagem.

Após a prisão de André, o MP-SP retirou a denúncia feita contra Adadilton e a Justiça determinou a soltura dele na segunda-feira (1). Segundo a defesa, o homem está internado na ala psiquiátrica de um hospital porque “a cabeça não aguentou” a prisão injusta.

O g1 solicitou um posicionamento sobre o ocorrido à Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.

Relembre Maria Eduarda desapareceu no dia 2 de janeiro, mas a Polícia Civil só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro, quando quatro pessoas foram presas por participação no crime. A corporação acredita que a vítima tenha sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar o Comando Vermelho (CV).
O delegado Thiago Nemi Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos e responsável pelas investigações, informou ao g1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda.

Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais
Reprodução
Motivação
As investigações apontaram que a vítima foi arrebatada e morta por integrantes do crime organizado da região, com apoio de um motorista de aplicativo e de um casal.
O delegado explicou que os relatos de testemunhas, a análise de telefonia e as publicações da jovem nas redes sociais confirmaram que a vítima foi 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival.
O g1 teve acesso aos conteúdos publicados por Maria Eduarda há aproximadamente um ano. A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV.
"Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [.] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado.
Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, está desaparecida há quase uma semana em Guarujá, SP
Redes Sociais e Arquivo Pessoal
Na época do desaparecimento, a mãe de Maria Eduarda, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao g1 que a filha se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado, aproximadamente três meses antes de sumir.
A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime.
Operação da Polícia Civil prende quarto pessoas por desaparecimento de jovem em Guarujá
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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