Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Lula afirma que tratamento dado pelos EUA é inaceitável e diz que pessoas tentam trair o Brasil com ‘interesses rasteiros’ e eleitorais

Lula conduz reunião ministerial com frase 'Brasil soberano' exibida em telão
Reprodução/Canal Gov
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo não pode "aceitar o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil nesta semana".

Sem citar adversários políticos, ele também disse que pessoas estão "tentando trair o país" com interesses "rasteiros" de uma disputa eleitoral.
Lula deu as declarações durante reunião ministerial no Palácio do Planalto após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos proporem novas tarifas contra produtos brasileiros.
"Estão tentando trair o Brasil com interesses mesquinhos, interesses rasteiros, de uma disputa eleitoral. E não há disputa eleitoral, em qualquer país do mundo, que possa dar valor a alguém que trai a pátria. Alguém capaz de vender o seu país por interesses mesquinhos deles", afirmou Lula.
Lula e seus aliados têm atribuído a articulações de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, e aliados as medidas recentemente anunciadas, como as propostas de tarifas e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.
Sem citar Flávio, Lula disse que um há um "imbecil" que não percebe que medidas como a taxação de produtos brasileiros vai prejudicar o país, e não um adversário nas urnas.

"O que é mais triste, é que tem brasileiros — que eu não vou citar nomes aqui — brasileiros fomentando essa briga, na perspectiva de que se ele taxar a gente ele vai prejudicar uma candidatura à Presidência da República. Mas, o que um imbecil desses não percebe é que quem é prejudicado é o povo, não o Lula", disse o presidente.
"Ou seja, pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura, ou de levar vantagem, é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome, a não ser dizer: em qualquer outro mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria. É o que eles fizeram, não tem explicação", completou.
Em um discurso com tom nacionalista, o petista também afirmou aos ministros que o Brasil não pode ser tratado como uma "republiqueta insignificante".

"A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", disse o petista.
Agora no g1
Na reunião, Lula disse ainda que o Brasil nunca se negou a negociar com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais. E disse ter ficado sabendo, pelas redes sociais, da proposta de aplicação de novas taxas de importação sobre produtos brasileiros pelos EUA.
"É uma taxação substanciada com base em inverdades. Porque o déficit que os EUA dizem que têm com o Brasil, é o Brasil que tem contra eles. Portanto, se alguém tivesse que fazer uma taxação, é o Brasil contra os EUA, não os EUA contra o Brasil", declarou o petista.
O presidente, durante a reunião com os ministros, voltou a fazer críticas ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Lula disse que o auxiliar de Trump é "antiamérica".

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore