As defesas também terão um período igual para sustentar seus argumentos. Como há dois réus, Jairinho e Monique Medeiros, os advogados precisarão dividir esse tempo entre as duas bancas de defesa.
Depois das sustentações iniciais, a acusação poderá fazer uma réplica, com duração de até 2h. Em seguida, as defesas terão direito à tréplica, também de até duas horas (1h para cada réu).
Somadas todas as manifestações, a fase de debates pode ultrapassar 9 horas e se estender por grande parte de um dia de julgamento.
Tribunal ouve mais testemunhas do caso Henry Borel
Marcos Porto/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Depois do debate, os sete jurados do Conselho de Sentença responderão quesitos sobre materialidade e autoria dos crimes. Os quesitos são formulados de forma distinta para cada um dos réus.
A decisão é tomada por maioria de votos. Quando a votação for concluída, a juíza Elizabeth Machado Louro chamará todas as partes e vai proferir a sentença, estabelecendo a dosimetria das penas.
O que disseram Monique e Jairinho
Após nove dias de depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, Monique Medeiros e Jairinho foram ouvidos pelo Tribunal do Júri em interrogatórios que ocuparam praticamente toda a reta final da fase de instrução do julgamento.
Jairinho e Monique no banco dos réus
Reprodução/TV Globo
Monique prestou depoimento por cerca de sete horas e afirmou que hoje acredita que Jairinho foi o responsável pelas agressões que resultaram na morte de Henry. A mãe do menino sustentou que viveu um relacionamento marcado por manipulação psicológica e disse que ignorou sinais de violência contra o filho porque confiava no então companheiro.
Em um dos momentos mais marcantes do interrogatório, Monique afirmou que mudou sua compreensão sobre o caso ao longo dos anos de investigação.
"Hoje eu creio que foi o Jairo", disse Monique.
A ré também relatou episódios que, segundo ela, passaram a fazer sentido apenas após a morte de Henry, incluindo relatos do filho sobre "abraços fortes", mudanças de comportamento da criança e situações que teriam sido minimizadas por ela na época.
Já Jairinho dedicou grande parte de seu interrogatório, que começou às 17h e foi até meia noite, a negar qualquer agressão contra Henry e a contestar os principais elementos apresentados pela acusação ao longo do julgamento.
O ex-vereador afirmou que as acusações feitas por ex-companheiras e por testemunhas do processo são baseadas em interpretações equivocadas e negou ter praticado violência contra mulheres ou crianças.
"Tudo que começaram a falar de mim, tudo é especulação. Não tem nada."
Ao comentar o episódio de 12 de fevereiro de 2021, apontado pela acusação como uma das agressões sofridas por Henry antes da morte, Jairinho afirmou que nunca machucou a criança e questionou a interpretação dada pela babá Thayná aos acontecimentos daquele dia.
"Eu não fiz isso com o Henry."
O ex-vereador também apresentou aos jurados sua versão sobre a madrugada de 8 de março de 2021. Segundo ele, Henry já havia chegado ao apartamento passando mal, com episódios de vômito e dificuldade para dormir.
Ministério Público e Assistência de acusação
Edson Henrique Damasceno Ana Carolina Lemos Medeiros De Caldas
Rafael Bernardon Ribeiro;
Maria Cristina De Souza Azevedo
Kaylane De Oliveira Duarte Pereira;
Natasha De Oliveira Machado Debora Mello Saraiva
Leila Rosângela De Souza Mattos
Tereza Cristina Dos Santos
Paloma Dos Santos Meireles
Luiz Carlos Leal Prestes Luiz Airton Saavedra
Leniel Borel
Defesa de Monique
Bryan Medeiros
Ari Mamede
Márcia Eduarda Andrade Oliveira
Thayna De Oliveira Ferreira (Babá)
Defesa de Jairinho
Jairo Souza Santos
Fernanda Abidu Figueiredo
Miriam Santos Rabelo Costa
Leonardo Huber Tauil
Jefferson Evangelista Corrêa





