Polícia investiga caso de tortura e abuso psicológico contra crianças em creche de Turiúba
Funcionárias e até a diretora de uma creche de Turiúba (SP) foram denunciadas à polícia por tratarem crianças diagnosticadas com necessidades especiais de forma violenta.
O caso foi descoberto pela mãe de uma das estudantes, de quatro anos, que tem transtorno do espectro autista, após a mulher colocar um gravador na mochila da filha.
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Conforme apurado pela TV TEM, a criança também recebeu diagnóstico de transtorno opositor desafiador. A mãe, Laila Lima, relatou à reportagem que a suspeita começou ao observar mudanças no comportamento da menina, que se recusava a frequentar a Escola Municipal Comecinho de Vida.
Escola Municipal Comecinho de Vida em Turiúba (SP)
Reprodução / TV TEM
Ainda conforme a mãe, os áudios registraram situações que indicavam agressões verbais e físicas contra as crianças atendidas no local. A produção da TV TEM teve acesso a 18 arquivos de áudio.
Em um dos trechos, uma mulher conversa com uma criança e faz referência a arrancar o braço de outro aluno utilizando uma tesoura.
Áudios revelam suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP)
Reprodução / TV TEM
Em nota, a Prefeitura informou que afastou preventivamente as servidoras envolvidas e instaurou uma sindicância administrativa para apurar os fatos.
Em outro áudio, uma mulher orienta uma professora sobre como lidar com os alunos classificados como especiais por ela.
Áudios revelam suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP)
Reprodução / TV TEM
Durante a conversa, ela afirma que seria necessário usar força no pulso e na voz.
Áudios registram suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP)
Reprodução / TV TEM
Ainda há um registro em que funcionárias conversam sobre agredir uma criança com TEA e outro em que uma servidora aparentemente orienta um aluno a revidar as agressões praticadas por uma colega.
Áudios registram suspeita de agressões a crianças em escola de Turiúba (SP)
Reprodução / TV TEM
Após a denúncia, outras mães procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes. Uma delas afirmou que retirou o filho da instituição de ensino após a criança voltar para casa com um hematoma.
Segundo apurado pela TV TEM, até a última atualização desta reportagem, 19 pessoas haviam sido ouvidas pela polícia. Entre elas 14 mães, uma funcionária da unidade e as quatro investigadas. Os áudios também serão analisados antes da conclusão do inquérito.





