Eloara de Jesus Izidorio, de 1 ano e 11 meses, foi torturada e morta pelo pai Admilson de Jesus Agapito, em Aracruz, Espírito Santo
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Um pai de uma menina de 1 ano e 11 meses foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por torturar e matar a própria filha, Eloara de Jesus Izidorio, em abril deste ano, em Aracruz, Norte do estado. Segundo o MP, Admilson de Jesus Agapito espancou e arremessou a criança contra a cabeceira de madeira de um cama. A mãe não foi denunciada.
O choro de fome da criança foi o estopim para os "atos de extrema violência" que culminaram na morte da menina, segundo a denúncia.
📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Atos de extrema crueldade inimagináveis de ser dispensados a qualquer ser humano, muito menos a uma criança de tenra idade", escreve o MP no texto. A defesa nega as acusações. As informações foram divulgadas pela jornalista Vilmara Fernandes, de A Gazeta.
Como aconteceu o crime
A denúncia, assinada pelo promotor Danilo Raposo Lirio, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Aracruz, relata que a violência na casa da família se agravou a partir de 3 de abril de 2026.
Segundo o relatório, por volta da meia-noite, o pai bebia cerveja e cachaça quando a filha se aproximou, apontando para a comida e chorando. Irritado com a situação, Admilson teria agredido fisicamente a criança, deixando marcas nas costas e olhos. A bebê também foi atingida com uma paulada.
No dia seguinte, por volta das 6 horas, a pequena acordou e voltou a pedir comida para a mãe. Novamente, o pai teria se irritado com o choro, agarrou a filha pelo cabelo e a arremessou contra a cabeceira de madeira da cama. Duas horas depois ele deixou a casa.
Por volta das 16 horas, percebendo que a filha não acordava, a mãe acionou a irmã, relatando que ela estava desmaiada. As investigações revelaram que a bebê ficou desacordada por cerca de 10 horas.
"Os fatos não se deram como foram narrados pela mãe. Foi o sobrinho de Admilson que ligou para ele buscar a filha e quando ele chegou, a bebê estava em um carrinho, já desfalecida. Temos informações de que era a mãe que agredia a filha. O pai é inocente e nós vamos provar", assinalou a advogada Flávia Falquetto Raposa.
Ela informou ainda que o material obtido com as investigações foi apresentado à Justiça na última quarta-feira (27), quando ela também solicitou a revogação da prisão de seu cliente.





