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Oposição culpa governo e base de Lula chama proposta de tarifa dos EUA de ‘tariflávio’; Motta e Alcolumbre não comentam

EUA alegam práticas 'irrazoáveis' e propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras
A base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem chamado a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 25% de "tariflávio", em referência ao "tarifaço". Já a oposição culpa o governo pelo movimento norte-americano.

Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por sua vez, ainda não comentaram a nova proposta de tarifaço dos EUA sobre as exportações brasileiras.
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs nesta segunda-feira (1º) a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Mas a nova tarifa não valeria para produtos considerados estratégicos pelos americanos.
Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, esteve em Washington, capital dos EUA, e se reuniu com Donald Trump e auxiliares do presidente americano. Nesta terça (2), o pré-candidato afirmou em entrevista que pediu ao americano para não taxar o Brasil.
Hugo Motta é, neste momento, mais próximo ao governo e tem trabalhado pela aprovação de matérias de interesse de Lula neste ano de eleições.
Já Alcolumbre vive uma fase conturbada com o Palácio do Planalto, reflexo da sua articulação pela rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar do silêncio dos comandantes das duas casas do Congresso, os parlamentares criticaram a proposta do governo americano.
Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump
Reprodução
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O governo conseguiu emplacar a expressão “tariflávio” entre os assuntos mais comentados no X nesta tarde, atribuindo ao senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, a articulação pela nova taxação.

“O Pix é Nosso” e “Bolsonaros inimigos do Brasil” eram as expressões mais comentadas na rede social.
“TariFlávio e o Pix: Trump ataca o Brasil com um novo tarifaço, mirando nossas empresas, nossas exportações, os empregos e a renda dos trabalhadores brasileiros. É imperialismo econômico contra a soberania nacional, a pedido de Flávio Bolsonaro que foi lá entregar o Pix para os EUA”, afirmou o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC).
“Semana passada teve reunião. Depois veio o recado: “tem mais por vir”. E veio. Tarifas contra o Brasil, pressão sobre o PIX e ataque à nossa soberania. Quem vai lá fora pedir interferência contra o próprio país não está defendendo o Brasil. Está colocando disputa política acima”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), que a família Bolsonaro tenta mais uma vez atacar a economia brasileira.

“O Tariflávio e o bolsonarismo fazem o contrário: vão lá fora pedir pressão contra o próprio país. Primeiro veio o tarifaço, que ameaça empregos e prejudica setores exportadores, inclusive da indústria gaúcha. Agora, tentam de novo usar os Estados Unidos para atacar a economia brasileira”, afirmou.

Já o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que Trump voltou a atacar a soberania do Brasil.
“O Brasil é independente e não será capacho de ninguém. Se não quiserem comprar da gente, exportaremos para outros países. E o Pix, orgulho nacional e referência mundial, seguirá funcionando! Vamos defender o nosso Pix!”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026
REUTERS/Evan Vucci
Oposição tenta culpar Lula
O líder do PL na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que o governo é irresponsável e que o governo está destruindo a economia brasileira.

“Isso é mais um ataque às empresas brasileiras, ao emprego, ao poder de compra da nossa economia”, disse. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que tenha articulado por tarifas e disse que fez um pedido expresso contra taxas no Brasil. “Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição”, disse. “Expliquei que não seria justo taxá-los”, continuou Flávio.

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