'Levantei, abri a porta e já vi a onça', diz moradora que teve quintal invadido, no Paraná
Logo após acordar no domingo (31), Maria de Fátima Couto Chiconatto deu de cara com uma onça-parda (Puma concolore) no quintal de casa, em Guarapuava, na região central do Paraná.
A aposentada estava visitando a filha no final de semana quando se deparou com o animal – que foi espantado por dois cães da família.
"A hora que eu levantei, eu abri a porta, e já vi. Eu falei: 'É onça', porque a gente conhece. E os cachorros latindo, latino, latindo. os cachorros enfrentaram ela. [.] Ela ficou encurralada e a hora que a polícia chegou ainda viu ela ali, mas ela conseguiu fugir", relata ela.
Imagens feitas pelos moradores mostram os cães – Lô e Lola – enfrentando a onça. Veja acima.
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Foram os cachorros da família que afastaram a onça da propriedade
Eduardo Andrade/RPC
O felino sumiu em uma área de mata que fica nos fundos da residência, no bairro Alto Cascavel.
A Polícia Militar Ambiental, em conjunto com equipes do 16º Batalhão da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, do Instituto Água e Terra (IAT) e de uma médica-veterinária do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS), realizou buscas na região.
O órgão também orienta evitar a caça, pois se a onça ou a puma está atacando animais domésticos e de rebanho, significa que ela não está encontrando alimento no seu ambiente natural.
O IAT ainda ressalta ainda que o ato de matar, perseguir e caçar animais silvestres é um crime previsto pela Lei de Crimes Ambientais.
"Não desmate florestas naturais e denuncie quem fizer isso; os felinos como as onças e pumas precisam de uma área grande para viver e se estão entrando nos terrenos, significa que estão perdendo seu território natural", reforça.
Onça-pintada
Denis Ferreira Netto/Sedest-PR
Animais feridos
No caso de avistar animais machucados, o resgate pode ser solicitado ligando na secretaria de meio ambiente do município ou no setor de Fauna do Instituto Água e Terra para demais orientações.
Para denúncia de animais vítimas de maus-tratos, caça, tráfico ou cativeiro irregular, o cidadão deve entrar em contato diretamente com a Polícia Militar Ambiental por meio do Disque Denúncia 181 ou com a Ouvidoria do IAT.
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