José Victor Miranda dos Santos, cruzeirense que morreu em emboscada feita por palmeirenses em SP
Arquivo pessoal
Mais um palmeirense acusado de participar da emboscada que matou um cruzeirense e deixou 15 torcedores feridos no ano de 2024 em Mairiporã, na Grande São Paulo, foi preso neste domingo (31) pela Polícia Militar na Zona Oeste da capital.
Segundo as investigações, os veículos foram alvo de paus, pedras, bolas de bilhar, pregos e rojões. Os ônibus chegaram a ser incendiados, e diversos torcedores ficaram feridos.
Entre as vítimas estava José Victor Miranda, de 30 anos, torcedor do Cruzeiro, que morreu após sofrer queimaduras durante o ataque.
Imagens gravadas pelos próprios envolvidos e divulgadas nas redes sociais ajudaram a Polícia Civil a identificar os suspeitos.
Como foi planejada a emboscada da torcida Mancha Alviverde contra os rivais da Máfia Azul
Em março deste ano, a Mancha Alviverde assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de São Paulo e deverá pagar ao menos R$ 2 milhões de indenização aos cruzeirenses vítimas da emboscada.
A família de José Victor receberá ao menos R$ 1 milhão. Os outros 15 cruzeirenses que ficaram feridos ficam com a outra metade da indenização.
24 presos A identificação dos 42 palmeirenses acusados de participarem da emboscada foi feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Os integrantes da Mancha foram acusados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público por homicídio contra José Victor Miranda e 15 tentativas de assassinato diante de outros membros da Máfia. Os palmeirenses também respondem por incêndio e tumulto esportivo.
“Não queremos vingança, apenas justiça. Isso é o mínimo por tudo o que ele significava pra nós”, afirmou a mãe de José Victor, Jaqueline Alves, em 2025.
Desse total de acusados, a Justiça decidiu que 20 torcedores do Palmeiras vão a júri popular pelo que fizeram contra torcedores do Cruzeiro. A data do julgamento ainda será marcada.
Mais 22 palmeirenses se tornaram réus em agosto do ano passado pelos mesmos crimes. Contudo, o o processo contra eles foi desmembrado e a Justiça fará audiências para decidir se também os levará a júri.
Ônibus foram destruídos durante briga entre torcedores de Palmeiras e Cruzeiro na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, na Grande SP
Montagem/g1





