O que dizem os advogados?
A decisão cita os advogados Rodrigo Eduardo Batista Leite e Carla Simone Grecco como responsáveis pela assinatura da petição. Os dois são inscritos na OAB de São Paulo, e Rodrigo também tem registro na OAB do Paraná.
Ao g1, a advogada Carla Simone Grecco, que elaborou a petição inicial, afirmou que não sabia da existência dos comandos relacionados à inteligência artificial encontrados no documento.
Segundo ela, os documentos produzidos em sua atuação profissional eram revisados e protocolados pelo escritório Leite Advogados, onde atua como advogada associada, já que ainda estava no início da carreira.
“Não inseri, não determinei a inserção, não revisei tecnicamente e não tinha ciência da presença desses comandos na versão protocolada da petição. O protocolo eletrônico do documento foi realizado por outro patrono", declarou.
A advogada também afirmou que a investigação deve analisar a responsabilidade individual de cada profissional e disse estar à disposição da OAB para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações.
O outro advogado mencionado na decisão também foi procurado pelo g1, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Posicionamento das OABs
A OAB de São Paulo informou que todas as denúncias são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina, mas destacou que os processos são sigilosos. A entidade também afirmou que aplicou mais de 7 mil sanções disciplinares entre 2022 e 2025.
Já a OAB de Rondônia informou que abriu uma investigação para apurar o caso. Segundo o presidente da seccional, Márcio Nogueira, a entidade acompanha o avanço das tecnologias e orienta advogados sobre o uso ético da inteligência artificial.
Questionado sobre possíveis punições, o presidente da OAB/RO disse que ainda não há um caso semelhante no estado que permita prever qual sanção poderá ser aplicada.
O g1 também entrou em contato com a OAB do Paraná, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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