Esclerose múltipla exige diagnóstico precoce e tratamento para garantir qualidade de vida
A vida da estudante Maria Eduarda Dantas de Oliveira, de Sorocaba (SP), mudou completamente há dois anos. Aos 17 anos, o que parecia ser apenas cansaço e estresse se revelou um diagnóstico de esclerose múltipla, uma doença neurológica sem cura. Hoje, ela transforma a própria experiência em uma forma de conscientização e alerta para a importância do diagnóstico precoce.
Os sintomas começaram de forma sutil e confusa. "Eu comecei com um formigamento, uma paralisia na mão [.]. Antes do diagnóstico, deu uma paralisia no rosto que o médico falou que poderia ser uma rinite mal tratada. Eu enxergava embaçado, uma visão duplicada, e passava o tempo, eu ia no médico e já tinha melhorado", conta Maria Eduarda.
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Foi durante uma internação que veio a confirmação: esclerose múltipla. "Foi bem difícil, bem pesado, bem impactante. Eu não sabia o que ia ser da minha vida dali para frente. Eu não tinha noção nenhuma, porque eu não tinha conhecimento", desabafa.
Esclerose múltipla exige diagnóstico precoce e tratamento para garantir qualidade de vida
Reprodução/TV TEM
O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune, ou seja, as células de defesa do corpo atacam o próprio sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), provocando lesões.
Segundo o governo federal, a doença atinge aproximadamente 40 mil pessoas no Brasil. Considerada rara, ela ocorre mais frequentemente entre jovens de 20 e 50 anos, com pico de incidência por volta dos 30 anos, e é cerca de duas vezes mais comum em mulheres.
Segundo o médico neurologista Paulo Diniz Gama, o risco aumenta no grupo feminino por fatores hormonais, genéticos e condições do sistema imunológico.
"A esclerose múltipla é uma doença inflamatória do sistema nervoso central. Então, é uma doença do sistema inflamatório que vai agredir de uma maneira desnecessária. O cérebro está vigilante no sistema imunológico, mas às vezes uma reação exagerada pode dar patologias, ou seja, lesar estruturas que não precisavam estar lesando", explica.





