Zaynara gravou no trabalho com presença do público em Belém
Taymã Carneiro/g1
Em um cenário onde o tecnológico encontra o orgânico e as batidas eletrônicas se fundem à ancestralidade amazônica, a paraense Zaynara deu mais um passo na ascensão artística. A cantora, natural de Cametá, no nordeste do Pará, lançou um EP, intitulado "Delirar", nas plataformas digitais, acompanhado de um projeto audiovisual disponibilizado faixa por faixa até 5 de junho. A promessa é elevar o ritmo "beat melody" a um novo patamar de sofisticação e energia.
O conceito do trabalho utiliza a metáfora de um "elevador" para descrever a experiência sensorial do projeto. "Essa representação traz a sensação de mudança e elevação", explica a artista. Segundo ela, o objetivo é injetar toques mais eletrônicos do "rock doido", o ápice da intensidade das aparelhagens paraenses: o "beat melody".
O g1 Pará acompanhou os bastidores da gravação do audiovisual, com clima de uma maratona criativa. A produção mobilizou mais de 50 profissionais e durou cerca de cinco horas, transformando o espaço de um hotel na região metropolitana de Belém em ambiente futurista. Para a cantora, essa fusão de ritmos é algo que corre em suas veias.
"Experimentar o 'beat melody' com elementos do 'rock doido' é algo muito natural para mim, pois é um momento que sempre existiu em meus shows e dos artistas paraenses".
Aos 24 anos, Zaynara já acumula conquistas no universo da música. Apadrinhada artisticamente por Joelma, ela foi a única brasileira incluída na lista global "Artists to Watch 2026" de uma plataforma internacional de streaming.
A trajetória dela inclui passagens pelos palcos do Rock in Rio, The Town e Festival Psica. Mais do que uma cantora, ela se vê como uma embaixadora da cultura do Norte.
Zaynara lança novo trabalho nesta sexta-feira, 29 de maio
Taymã Carneiro/g1
Troca de energia com o público
Um dos grandes diferenciais de "Delirar" em relação aos trabalhos anteriores, como o álbum "Amor Perene", é a presença física do público. Pela primeira vez, Zaynara gravou um audiovisual sentindo o calor e a reação imediata dos fãs e influenciadores convidados para a gravação.
"Eu queria muito fazer um audiovisual com o público, trazer as pessoas mais para perto de fato", revelou a cantora em entrevista.
Ela descreve a experiência como algo emocionante e vital para o processo. "A proximidade com o público foi muito especial para a gravação, pois consegui sentir o que eles estavam sentindo tendo o primeiro contato com as músicas, incluindo as inéditas".
O registro audiovisual tem direção criativa da produtora Altar Sonoro, com os paraenses Naré e Guilherme Takshy (que também assinam o projeto em plano sequência "Rock Doido", de Gaby Amarantos).
Tradição e inovação
Gang do Eletro e Zaynara gravaram em Belém
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O EP, produzido por Will Love, da Gang do Eletro, é composto por cinco faixas que equilibram o novo e repertório já trabalhado na trajetória da artista. Entre as novidades estão as inéditas "Algema" e a canção que dá título ao projeto, "Delirar".
Zaynara continua apostando nas raízes neste novo material. O projeto traz releituras de sucessos como "A Destruidora", uma das músicas mais icônicas do início de carreira, além de novos remixes para "Aceita Meu Tchau" e "Águas Rasas".
"Voltar a gravar um audiovisual me faz revisitar o meu primeiro álbum, ‘É Beat Melody’, pois sonoramente trago pontos semelhantes", afirma.
O visual também é uma peça chave na narrativa. Zaynara utilizou um figurino exclusivo assinado pelo estilista paraense Fabrício Neves, conhecido por vestir nomes como Gloria Groove, reforçando a identidade visual marcante que já passou até pelas passarelas da São Paulo Fashion Week.
O 'tremor' da Gang
A faixa "A Destruidora", segundo vídeo do EP, ganha um tempero "extra" com os veteranos da Gang do Eletro.
Waldo Squash, Will Love e Keila abrilhantaram um remix "destruidor", com muito "treme" e energia do "rock doido". Os quatro interagem com dançarinos na faixa ousado e divertido, num dos momentos mais marcantes do EP. A sintonia ficou clara no palco.
"É uma honra fazer essa conexão musical, e onde tem conexão, que for para colocar a música do Pará, a gente vai se juntar para fortalecer", disse Will Love.
Um dos autores da faixa, Waldo Squash conta sobre como foi o processo criativo de "A Destruidora". "Quando essa música chegou à minha mão, tive o prazer de colocar esse refrão. É a nossa musicalidade somando, vindo do interior, da periferia, viva a nossa diversidade".
Keila destacou os feitos da Gang do Eletro e os impulsos dos artistas paraenses em levar a cultura nortistas além das frontas. "A gente continua construindo o legado de levar a nossa cultura até para fora do Brasil, falando com muito amor e carinho, unidos nessa energia da periferia e da latinidade do Norte", diz Keila.
Zaynara
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Zaynara conta que quer provar com o "beat melody" que se trata apenas de um ritmo regional, mas de uma linguagem pronta para conquistar o mundo, "um andar de elevador por vez".
"Meu objetivo agora nesse momento é continuar construindo para que a gente chegue de forma mais consistente a muito mais lugares, mostrar toda a força da nossa música para o máximo de pessoas possível nesse mundo inteiro", projeta com entusiasmo.
O audiovisual começou a ser lançado faixa por faixa no canal da artista no YouTube: começando pela inédita "Algema", já disponibilizada junto com o EP na noite de quinta-feira (28); seguida por "A Destruidora" nesta sexta-feira (29) às 18h. Depois na segunda-feira (1º) será lançada "Delirar", às 12h. Na mesma semana ainda tem lançamento de "Aceita Meu Tchau" (dia 03/06, às 12h) e "Águas Rasas" (dia 05/06, às 18h).
Zaynara lança novo trabalho com presença de público
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