Cláudio Castro e Daniel Vorcaro
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A influência de Daniel Vorcaro no governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, não se traduzia apenas em aportes bilionários em ativos podres. Ele também conseguia impedir que servidores diligentes resgatassem parte dos investimentos para diminuir o prejuízo. Foi o que aconteceu na Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que investiu aproximadamente R$ 200 millhões em Certificados de Depósito Bancário (CDB).
No dia 28 de maio de 2025, o gerente financeiro Rodrigo Borges Mendes solicitou o resgate do montante de R$ 44 millhões aplicados junto ao Banco Master. Entretanto, uma hora e meia depois da emissão da ordem, o procedimento foi cancelado por determinação de um assessor da Diretoria de Investimentos, Mauro Luís Rodrigues. É o que aponta o relatório final de uma auditoria determinada pelo atual presidente da Cedae, o procurador Rafael Rolim e sua diretoria.
O relatório final de apuração ainda aponta que, a partir do momento em que os demais órgãos da companhia tomam ciência do efetivo investimento no Banco Master, passam a emitir alertas, sem que a Diretoria Financeira retire os investimentos, conforme comprovam atas do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria.
Na apuração, os atuais gestores descobriram que a execução dos investimentos foi conduzida pela Diretoria Financeira, sem o compartilhamento das informações com as demais diretorias e órgãos da empresa. O diretor financeiro Antônio Carlos dos Santos era o homem forte de Cláudio Castro dentro da companhia.
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A apuração apontou que Santos e seus assessores diretos foram os responsáveis pelos atos preparatórios que viabilizaram o investimento no Banco Master, omitindo reuniões, no Rio e em São Paulo com a alta gestão do Master. Numa das reuniões, o diretor financeiro da Cedae recebeu Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Master, na sede da companhia no Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com as apurações realizadas, a mudança da exigência do rating para investimentos pela Cedae foi realizada pela Diretoria Financeira da companhia, após o recebimento de um e-mail da funcionária do Banco Master, Sandra Cabral Rullo. O procedimento foi efetivado por ordem do assessor direto do Diretor Financeiro Magno Neves, que atestou a adequação à políticas de investimentos.
O relatório final está nas mãos do governador em exercício Desembargador Ricardo Couto. Ficou decidido que haverá uma investigação mais aprofundada sobre os atos do ex-Diretor Financeiro Antônio Carlos dos Santos e dos assessores Hedmiltom Cardoso Mourão, Magno Neves, Mauro Luís Rodrigues Marques.
O Presidente da Cedae, Rafael Rolim, recomendou o compartilhamento do documento com o Ministério Público, Tribunal de Contas, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).





