Preso por gravar e vender vídeos de sexo usava pasta com celular escondido
O suspeito preso por gravar, armazenar e vender vídeos de relações sexuais sem o consentimento das mulheres, identificado como José Cleuton da Silva, de 48 anos, foi denunciado por pelo menos sete mulheres, segundo a Polícia Civil do Piauí. O g1 tenta localizar a defesa dele.
O delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), afirmou ao g1 que outras mulheres buscaram a polícia nesta sexta-feira (29), após a prisão do suspeito. As novas denúncias são investigadas.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp
A Polícia Civil recomenda que possíveis vítimas preservem evidências digitais, como links e relatórios técnicos, e busquem a sede do DRCC, localizada no Espaço Cidadania, na Avenida João XXIII, Zona Leste de Teresina.
"A orientação é que possíveis outras vítimas, que não denunciaram por constrangimento ou temor, procurem imediatamente a delegacia especializada”, reforçou delegado.
Segundo o DRCC, as relações sexuais aconteceram há mais de 10 anos, época na qual algumas das vítimas tinham menos de 18 anos. A investigação apontou que José Cleuton usava pastas para filmar os vídeos e cobrava R$ 75 por eles em um aplicativo de mensagens.
As primeiras vítimas compareceram à sede da delegacia em 21 de maio e encorajaram outras mulheres, também avisadas da existência do material, a denunciar o suspeito.
José Cleuton da Silva pode responder por dois crimes diferentes:
Art. 218-C (Código Penal): Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia (4 a 10 anos de prisão e multa);
Art. 241 (Estatuto da Criança e do Adolescente): Venda de vídeo com cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente (4 a 8 anos de prisão e multa).
A Polícia Civil deve indiciá-lo, ou seja, apontar indícios de que ele cometeu esses crimes e pedir ao Ministério Público que o denuncie à Justiça. O suspeito só será julgado caso a Justiça aceite a denúncia oferecida pelo MP.
Suspeito que escondia celular em pasta para gravar relações sexuais e vender vídeos por R$ 75 é preso
Divulgação/PCPI
Suspeito usava pastas para filmar
O delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, explicou que o suspeito usava duas pastas, com um celular escondido, para gravar os vídeos. Os objetos foram apreendidos.
"Durante a busca na casa dessa pessoa, a gente encontrou duas pastas que foram preparadas, tinham capas de celular que coincidem com o celular de propriedade do investigado. As pastas têm buracos para filmar e divulgar os vídeos", mostrou o delegado em vídeo.
"Ele colava as capas, fazia um furo perfeito [do outro lado] e podia filmar as vítimas", completou o delegado.
Fotos das vítimas também eram expostas
O DRCC descobriu indícios de que José Cleuton usava perfis e robôs automatizados, ou "bots", para vender o material íntimo no aplicativo de mensagens. Mesmo com a derrubada das contas iniciais pela plataforma, ele criou um novo link para continuar a venda clandestina dos vídeos.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, fotos atuais das vítimas em perfis públicos nas redes sociais eram coletadas e expostas junto aos vídeos.
Durante a prisão, os policiais civis encontraram várias caixas com garrafas vazias de uísque e vodca, além de lacres e tampas de bebidas. A polícia apreendeu as garrafas e suspeita de que elas sejam falsificadas.
"A gente percebeu uma grande quantidade de bebidas que aparentemente podem ser falsas, bebidas vazias, denotando que seria uma falsificação", disse o delegado Humberto Mácola.
Como denunciar casos de abuso sexual infantojuvenil
Disque Direitos Humanos: telefone 100;
Polícia Militar: telefone 190;
Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Teresina;
Qualquer delegacia de Polícia Civil;
Conselho Tutelar;
Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil.
Polícia suspeita de que bebidas apreendidas na casa do suspeito sejam falsificadas
Divulgação/PCPI
VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube





