Polícia concluí que marido jogou carro em rio de propósito
Márcio Talaska, de 39 anos, foi denunciado pelo Ministério Público (MP-PR) por feminicídio, pela morte da esposa, e vicaricídio, pela morte da filha. Neste segundo caso, foi entendido que o homem matou Maria Laura Roman Talaska, de três anos, para causar sofrimento a Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36. As duas morreram afogadas dentro de um carro, em Porto Rico, no Noroeste do Paraná, no dia 2 de maio. Relembre o caso.
🔎Vicaricídio é o crime cometido contra uma pessoa que está sob a guarda de uma mulher para causar sofrimento a ela. Segundo o MP e a Polícia Civil, a tipificação se encaixa no caso porque houve possibilidade de dolo: Iria poderia não ter morrido e Maria Laura, sim.
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A denúncia foi oferecida na segunda-feira (25) pela Promotoria de Justiça de Loanda. Os crimes são os mesmos identificados no inquérito policial, que foi entregue no dia 15 de maio.
"Esse fato é considerado como linha de motivação do crime", afirmou a delegada no dia 15 de maio.
A princípio, Márcio mentiu no depoimento ao dizer que era Iria quem dirigia o carro e que ela se perdeu no caminho para casa. Porém, as câmeras de segurança da região confirmaram que o marido era o motorista. Veja abaixo: Imagem que comprova que Márcio estava dirigindo o carro, com Iria e Maria Laura como passageiras.
Polícia Civil
As apurações seguintes mostraram o trajeto realizado pelo carro, comprovando que o condutor seguiu em linha reta e acessou as ruas próximas ao rio sem desviar. No total, ele dirigiu por oito minutos antes do automóvel chegar à rampa e entrar na água. Confira:
Imagem divulgada pela Polícia Civil que mostra o trajeto feito pelo carro que caiu no Rio Paraná.
Reprodução/Google Maps
Perícia e depoimentos
À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a delegada explicou à época da conclusão do inquérito que os laudos não identificaram problemas no carro que pudessem ter impossibilitado a frenagem antes do veículo cair na água. Também não há indícios de que Márcio estava perdido durante o trajeto, com base na análise das câmeras de segurança.
"Não havia um motorista desorientado, [Márcio] não perguntou qualquer tipo de orientação para sair da cidade. Então, a Polícia Civil constata que não foi um acidente, foi proposital, e ele que estaria dirigindo o veículo", Iasmin relatou.
A delegada ressaltou ainda que foi possível perceber que Márcio demorou para pedir ajuda, depois que o carro estava submerso.
O depoimento de um pescador que estava no local e as imagens gravadas pelo sistema de segurança confirmaram que o homem saiu nadando "com uma certa habilidade", segundo Iasmin. Depois, ao ver que havia uma pessoa no flutuante, gritou: "Morreu minha mulher e minha filha".
"E eu acho que na condição humana, um pai, uma mãe tentariam salvar o filho primeiro antes de sair do veículo", a delegada considerou.
No total, 11 pessoas foram ouvidas ao longo da investigação, como familiares e amigos que estavam com o casal.





